quarta-feira, 30 de maio de 2012

OS OVOS DAS GALINHAS DO SIMÃO

Os meus sogros têm um monte no alentejo, cujo terreno herdaram e que têm melhorado de ano para ano.
Nesse monte há imensas delícias para os meus filhos, que adoram lá estar: piscina, casa de madeira, relva, castelo na árvore, baloiços, areia para escavar, sótão, horta biológica, árvore, mato com sobreiros para andar de trator e apanhar bolotas e GALINHAS.

Sim, nesta mensagem apetece-me falar das galinhas do meu sogro, adotadas pelo Simão, que andam à solta pelo monte. O meu sogro cuida delas diariamente mas, quando lá vamos, os meus meninos ajudam e tomam conta, indo sempre buscar os seus ovos aos esconderijos habituais.

Assim, os meus sogros vão juntando os ovos das "galinhas do Simão" e dão-me muitos quando nos encontramos, sejam eles a vir a nossa casa ou nós a ir ao "monte".

Normalmente fico com imensos ovos. Dou logo alguns à minha mãe para os seus doces, que ficam mesmo mais amarelinhos, e guardo o resto. Desta vez, as malandras esmeraram-se e, sem dar conta, juntei aqui alguns que não estava a conseguir usar.

Então, ontem andei a "rentabilizá-los".

Procurei na internet (minha amiga desde os seus primórdios) e descobri forma de congelar as claras e as gemas. Então, congelei 8 claras, 4 em cada caixa, e 8 gemas (4 batidas em açúcar e outras tantas com sal). Agora, quando não tiver ovos e precisar de usar para doces ou salgados, é só pôr à temperatura ambiente e aguardar.


Estive também a fazer um pudim de coco na minha amiga Bimby, usando e adaptando a receita que vem na lata do leite de coco e que costuma sair sempre bem. Aqui fica a receita para os curiosos:

PUDIM DE COCO

Ingredientes:
- 1 lata de leite de coco (eu uso da "Koala")
- 7 ovos inteiros
- 150 gr de açúcar
- 20 gr de farinha de milho
- 1 colher de chá de fermento
- coco ralado
- mel

Modo de confeção:
- Juntar o leite de côco, os ovos, o açúcar, a farinha, o fermento e 20 gr de coco ralado na Bimby.
- Bater durante 1 min, na Vel. 4.
- Barrar uma forma de pudim com mel e pulvilhar com coco ralado.
- Deitar o líquido numa forma de pudim e colocar na Varoma da Bimby, tapado com papel vegetal e rolo de cozinha, fechando a varoma.
- Cozer durante 60 min., na temperatra Varoma, velocidade 2.
- Desenformar e deixar arrefecer.

terça-feira, 29 de maio de 2012

2 VESTIDOS PRONTINHOS!

Graças às costuras da avó Mila na sua máquina, hoje já chegaram a casa os 2 vestidos da princesa que eu fiz.
Ambos foram feito com o peito e alças em tricô (com diferentes tipos de pontos), sendo a parte de baixo em tecidos escolhidos pela minha Matilde numa ida ao PagaPouco.

O primeiro vestido, mais curto e justo, tem alguns pormenores especiais: uns laços com fita que sobrou do casamento do tio Rui e umas pérolas rosa que estavam guardadas de uma bandolete que se estragou mas que a princesa adorava.



O segundo vestido, feito posteriormente e já com tudo comprado antes do trabalho começado, é em tons de azul e branco e tem, como detalhe especial, 2 botões feitos especialmente em massa fimo por uma educadora minha amiga, que também lhe fez um elástico para o cabelo.




Estou como na canção do Marco Paulo... não consigo escolher entre estes 2 amores. Até porque o rosa tem o sabor especial de ser o primeiro e o azul foi escolhido com mais "rigor". A verdade é que adoro ver a princesa com os dois!

domingo, 27 de maio de 2012

PROFESSORA TRISTE

Há uns tempos que por aqui não passo...
Esta semana foi de loucos, quer pessoal, quer profissionalmente: 3 reuniões fora de horário de trabalho, uma professora doente (no filho com menos facilidade de adaptação), consulta de psiquiatria, um dia de recaída, uma zanga com a melhor amiga, pouco tempo para cozinhar ou outro afazeres em casa, problemas no condomínio (de que sou este ano administradora), mais uma desmarcação de atividade de fim-de-semana, um pé magoado... bem, estas são as coisas de que me lembro.
Sei que há muita gente bem pior do que eu. Penso nisto, mas não me consola, pois queria que toda a gente estivesse bem.
Felizmente todas as coisas se resolveram e há SAÚDE e AMOR que é o mais importante, por isso, confesso-me CURADA.

No entanto, apesar de já me sentir uma mulher de sorte, sinto-me uma professora triste.
À parte de todas as queixas que os meus colegas fazem (e com as quais concordo e poderei "falar" um dia), o que mais me entristece são as situações de vida dos meus alunos às quais não posso dar resposta.

Este é o segundo ano que estou com os meus "Reguilas Toureiros da Moita". Este ano são 21 crianças, uma delas com Necessidades Educativas Especiais, frequentam o 2.ºano e são miúdos muito queridos. Simples, humanos, terra a terra, alegres, faladores, irrequietos, afetuosos e curiosos, é como os defino. Gosto deles todos, cada um de forma especial e única. Sinto-me ligada a estas crianças de forma especial, até porque passamos juntos a maior parte do tempo do dia de parte a parte. São um pouco "meus" e é comum falar aos pais dizendo "o nosso Salvador", "o nosso Pedro", "a nossa Inês"... são dos pais, mas um pouquinho meus e sofro quando sofrem, zango-me quando merecem (ou tento fazê-lo só nessas alturas), abraço-os quando precisam ou nos apetece, dou beijinho no dói-dói para passar ou digo "não" quando tem de ser... tal como faço com os meus filhos.

De há uns meses a esta parte, as coisas têm piorado na vida dos "meus meninos" da escola e estou cada vez mais preocupada. Claro que isso se reflete na aprendizagem, mas na "nossa sala" vivemos outro mundo e tento que o espaço seja a sua segunda casa e nela se sintam bem, felizes e em paz. O país está a mudar e as crianças precisam de esperança. Eu estou otimista e tento mostrar-lhes que vale a pena e que o mundo está nas mãos deles, mas não é fácil e eu estou triste. Estou triste porque neste tempo já testemunhei a emigração de 3 pais, o divórcio de 3 casais, o desemprego de 4, a descoberta de problemas psicológicos em 3 alunos, uma depressão grave numa mãe... isto deixa-me triste... isto corta a esperança num mundo melhor. Quero ajudar, mas mais não consigo fazer e isto deixa-me triste e faz-me sentir inútil.

Por isso, não posso negar tornar a nossa sala, os nossos momentos em conjunto, em algo mágico e alegre. Não posso limitar-me a transmitir conhecimentos, sem preocupar-me com o envolvimento dos miúdos, com as competências sociais, com a motivação, com o bem-estar, com o companheirismo... não posso, não quero... mas quase me obrigam como tanta burocracia e tanto onde "aplicar" o meu tempo para além da preparação de aulas. Fico triste por ter limites, mas não desisto de tentar. Vê-los sorrir na sala é algo maravilhoso quando as suas vidas estão a dar-lhe motivos para chorar.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

EU E A BIMBY

A minha Bimby é, há mais de 2 anos, a minha melhor amiga na cozinha.
Com ela, faço (ou preparado) todas as comidas cá em casa e já pouco uso o fogão.
No início tinhamos uma relação de pouca confiança... eu simpatizava com ela e ela comigo, mas não arriscava muito para além das receitas do livro base, que foi o único que adquiri e consulto ainda.
Seguia à riscas as instruções, as quantidades dos ingredientes e, quando não saia bonitinho como as imagens, ficava de novo desconfiada.
Aos poucos percebi que, tal como na condução ou na equitação, temos de ser nós a comandar a "fera". Temos de usá-la em nosso proveito, adaptando as comidas que gostamos ao seu funcionamento e não comendo apenas o que ela nos recomenda.
Parece simples.
De facto, não o é. Só conhecendo bem o método de funcionamento e confiando nos nossos cozinhados, já sabendo algumas coisas das bases (refogados, guisados, estufados...) é que podemos usar a nossa imaginação e ter, sem ser por sorte, um resultado apetitoso e com bom aspeto.
Assim, faço a minha ementa semanal com base nos ingredientes que tenho (principalmente na carne e peixe que comprei já) e uso a bimby tal como usaria muitos utensílios em vez dela: o tacho, a picadora, a balança, a colher de pau....
Gosto de variar as refeições, por isso, quando vou às compras de carne e peixe, compro o que está em conta e/ou o que me apetece e depois crio a ementa. Tento diversificar e cá em casa comemos de tudo, à exeção de pequenos petiscos de só me agradam a mim (como iscas, ovas, favas...). Mesmo assim, ainda não desisti.

Quando preparo uma refeição, tenho em conta o que devo começar a preparar primeiro, tendo em conta o uso da Bimby, vou jogando com os tempos e as prioridades e raramente preciso de lavar a minha amiga entre as preparações, pois até isso tenho em conta. E tudo faço já com muita naturalidade... e amizade!

As sopas são as criações mais diversificadas que tenho. Apesar de não usar nenhuns ingredientes especiais ou diferentes do comum, a verdade é que nunca faço 2 sopas iguais. Aposto num puré saboroso como base, sempre rico ingredientes e cozo os verdes na varoma. Muitas vezes até coloco os verdade no copo diretamente, pois a minha malta pequena gosta muito mais de caldos grossos do que de "fios a boiar" e vale tudo para comer verduras. Também coloco maçã ou pera em algumas sopas, para além das mais habituais batatas, cenouras, cebolas, alhos, courgete, nabo, alho-francês, abóbora... Vou intercalando as verduras/leguminosas (que compro em grande quantidade e congelo em sacos separados): espinafres, feijão-verde, couve, agriões, ervilhas, feijão, nabiças, rúcula...

Hoje fiz uma sopa rica na base e acrescentei-lhe um ingrediente vulgar mas muito especial: agriões da nossa horta! Apanhadinhos na altura, foram lavados e cortados os pés e adicionados aos outros ingredientes. Em 50 minutos de cozedura, tive uma sopa deliciosa que todos comemos ao almoço e que dará para mais outra refeição....

A Matilde ainda lhe juntou os habituais cubinhos de pão que, como mandam as suas costelas alentejanas, sempre adiciona quando não há folhas a boiar. O Simão achou o sabor estranho, mas comeu bem e nós, pais, sentimos conforto por saber que já há qualquer coisa que semeámos a "brilhar" na nossa mesa.

Agora falta-me ter coragem para experimentar juntar flores à sopa e às saladas, por conselho do nosso formador das Hortas Biológicas... tenho é de ir pesquisar receitas. Também o faço muitas vezes, até para tirar ideias e melhorar os meus pratos. Já estou a imaginar uma salada com pétalas de rosa...

domingo, 20 de maio de 2012

NOITE NO MUSEU MILITAR

Já lá tinha passado muitas vezes, a caminho de algumas "aventuras" por Lisboa, mas confesso que não fazia ideia de que era ali e de quão bonito é o Museu Militar de Lisboa.
A escassos metros da Estação de Santa Apolónia, este museu encontra-se situado num edifício cuja construção data do sécul. XV e inclui um conjunto de magníficas salas que nos mostram fardas, armamentos e documentos militares.
Muito se (re)aprende sobre História neste local, que tem salas temáticas, dedicadas a grandes figuras da nossa história, e que nos mostra a visão militar de diferentes épocas.


As duas portadas principais do Museu Militar de Lisboa.


Imagens retirada da net (site da Wikipédia)


Ontem, "Noite Europeia dos Museus", estivemos diversas horas por lá, nas quais visitámos o museu, participámos num jantar convívio, os miúdos participaram numa "caça ao tesouro" e assistimos a um espetáculo simples mas muito interessante de demosntração de "luta de paus" e de diversas "lutas de espadas" representativas das diferentes épocas da História (do séc. XII ao séc. XVI).
Foi uma noite muito bem passada e aconselho vivamente a visita a este museu.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

PEDICURE CASEIRA

Nunca fui a uma pedicure, mas confesso que tenho muita vontade de ir e que penso que os meus pezinhos até mereciam! Não fui ainda porque tenho imensas cócegas e um pouco de vergonha. Não é que ache os meus pés feios, até porque, mal o sol aquece, ando logo de sandálias (que adoro, adoro, adoro!).

Assim, ontem tive cá em casa uma sessão de pedicure caseira e não fui eu que a fiz.
Pois... foi a minha Matilde!
Depois de receber serviço de manicure e pedicure por parte da mãe, usando um verniz lindo que comprámos por 0,95€ na H&M, também ela quis embelezar os pés da mãe, pois diz que assim ficam lindos.
E cá está: unhas pintadas e pulseira de tricô! Tudo preparadinho pela minha princesa.
E que bem que soube!

sábado, 12 de maio de 2012

SAÍDAS E PLANO B


De há uns tempos a esta parte que as nossas saídas em família não têm corrido como de costume.
Umas vezes são canceladas, não chegando a acontecer (por motivos caricatos até!), outras revelam-se bem diferentes do imaginado, outras surgem imprevistos de última hora a atrapalhar.
Não é que acredite em bruxas e mau-olhado, mas já começo a desconfiar que há por aí energias negativas a influenciarem estas coisas. Sim, porque em energias eu acredito vivamente.
Pensamentos e atitudes sinceramente positivas encaminham a nossa vida numa direção e o oposto atrai-nos para dores, insucessos e desvalorização. Não que seja tudo linear, pois afinal nada na vida o é. Mas acredito que, se conseguirmos encontrar sempre pontos positivos no que nos acontece, encontraremos o plano B quando algo corre mal. Nunca fui espontaneamente otimista, mas ando em treino e tenho consciência que algo está a mudar.

Mas voltando às saída, posso dizer que, para mim, é um passatempo planeá-la.
Procurar na internet, estar atenta a propaganda e a alguns locais específicos, conhecer festivais e festas anuais... tudo isto me ajuda a encontrar propostas de saídas diversificadas e interessantes, que nos levam a passar agradáveis momentos (principalmente) a quatro.

Muitas vezes encontramos propostas gratuítas, mas para outras já temos "orçamento" preparado. E há sempre formas de passar o dia de forma divertida sem gastar muito ou minimizar os custos levando lanches, almoços ou outros "truques" (como escolher dias especifícios em que há promoção ou adiantar a compras naqueles sites de descontos!).

Tenho consciência que, desta forma, proporcionei aos meus filhos (e a nós, pai e mãe também!) momentos e experiências que são únicas e que vão ficar marcadas nas suas vidas, seja em recordações, seja em conhecimentos ou vivências que, nitidamente, influenciam as suas vidas.
Não sou um pessoa extremamente culta, mas procuro melhorar a minha cultura geral pois tento sempre ser melhor. Gosto de me divertir, adoro passear, amo estar com a minha família e quando a ambiente é super, cresço por dentro em todos os sentidos.

Parece que há energias que não concidem com a minha das saídas, que até colidem com elas. Mas não me deixo vencer, por que a vida é para aproveitar enquanto não estamos pobres, doentes ou ocupados com as responsabilidades diárias. E até estas podem ser um motivo de alegria, se não me queixar tanto e olhar para os pequenos sucessos que vou alcançando. Hoje houve energias menos positivas no ar, mas os meus meninos vivenciaram um passeio magnífico pelo mercado municipal e o frigorífico ficou com comida fresca e saborosa. Hoje o plano B entrou em ação porque já aprendi a canalisar as forças boas que há em nós noutras direções que não a derrota. Chega de maus pensamentos...

terça-feira, 8 de maio de 2012

MUDAR DE MÚSICA

Hoje, no carro, a caminho da escola, dei comigo a fazer algo que antes dificilmente faria, mas que penso ser natural para muita gente: saltar músicas num cd por não me apetecer ouvir algumas.
Parece confissão de miúdos, mas a verdade é que este comportamento simples me fez pensar a sério na forma como estou diferente e mais descontraída e como isso se reflete na minha felicidade.
Até tenho alguma vergonha de admitir, mas a verdade é que, por ter horror a desistir, a deixar coisas a meio ou a dar mostras de não ser capaz, tenho tido atitudes contrariada que, certamente, têm contribuído para o mau-estar geral em que já me encontrei. Será caricato admitir que:
- depois de escolher um cd para ouvir, raramente passava a frente uma música, chegando mesmo a desligar o rádio só para não ouvir alguma?
- quando começava a ler um livro, ficava pressa a ele: ou porque o adorava e simplesmente o devorava em todos os minutinhos disponíveis, ou porque não desistia de o levar até ao fim, mesmo demorando meses a lê-lo porque pouco ou nada me diz?
- quando começava uma tarefa (tipo passar a ferro) não parava enquanto não acabava, mesmo que as costas estivessem a rebentar e tivesse tempo no dia seguinte?
...
...
Tantas e tantas destas que fazia (e ainda faço) diariamente e que hoje, a caminho da escola, percebi que me magoavam por dentro, me impediam de ser feliz. Massacrava-me sem dar conta, castigando-me por coisas que fiz e não fiz, só para ir até ao fim... Deixava aquela sensação de mau estar se instalar, de corda me amarrando, de prisão em mim própria... ou num filme, ou num livro, ou numa atitude que toda a gente tem só para ficar igual aos outros... e a dor da falta de autoconfiança foi se instalando lenta mas persistentemente.

No sábado mandei pela minha sogra um livro que andava a (tentar forçamente) acabar de ler, mesmo só faltando 10 páginas...
Hoje mudei insistentemente de músicas até encontrar as que me faziam feliz, me deixavam com o corpo a dançar por dentro...
Logo à noite vou pôr outro livro de parte... não é por ser adaptado pelo meu escritor preferido que tenho de o ler se nada me diz...

A rígidez não faz parte da minha forma de ser, como não o faz o excesso de rotinas, os fins de semana iguais uns aos outros ou vestir-me sempre da mesma maneira... nem o cabelo uso igual por mais de 6 meses... nem faço as mesmas comidas com frequência...
Sou coerente e simples, peculiar em algumas coisas... quero cada vez mais equilibrio e tenho de ser eu mesma, o que acontece quando ouço o que o coração me diz e respeito a minha vontade...
E hoje, apesar de estar melhor há meses, percebi que ainda tenho pequenos gestos que me torturam... mas percebendo, encaixo e sigo em frente, sem medo de mudar. Esta é uma qualidade que tenho e devo aproveitá-la para ser feliz. Por isso, em minutos de música que colocaram todo o meu corpo a receber energias positivas (sem castigos!!!) dei por encerrada esta etapa de pequenas torturas, porque mereço ser quem sou!

domingo, 6 de maio de 2012

O TERERÉ DA MATILDE

Hoje fomos passear a Lisboa (que adoro do fundo do coração!) e num dos locais por onde passámos estava uma rapariga a fazer tererés. Claro que a minha princesa ficou muito entusiasmada e também quis que lhe fizessem um. Esteve algum tempo a ver como se fazia (e eu também!), mas estava ainda muito demorado e não esperámos, com a promessa feita de que eu, em casa, iria tentar fazer-lhe um com as suas cores preferidas.

Pouco tempo depois de chegarmos, a promessa teve de ser cumprida e eu, sempre um pouco preocupada em fazer tudo bem feito, estava com algum receio de não ser capaz e fui procurar na net como se começava.

Assim, munida do que fazia falta, lá me posicionei para fazer o dito cujo.
Confesso que, primeiro, foi difícil encontar uma boa posição. A barriga cheia, os quilos a mais, as dores nas costas e a falta de jeito não ajudaram em nada... mas lá fui conseguindo.
O segundo contratempo foi as puxadelas de cabelo pois a inexperiência levava-me a agarrar junto da linha alguns daqueles fiozinhos de cabelo fininhos que quase nem se vêem. Mas com uns ajustes, melhorei.
Por fim, não sabia como terminar (e o raio do filme do youtube também não mostrava) e lá tive de inventar.

No entanto, para finalizar este dia da mãe e antes de ajudar os filhotes a deitarem-se, nada melhor do que ver a cara de felicidade da minha princesa ao olhar-se ao espelho e adorar o tereré que a mãe fez. Estava um pouco mal enrolado no início, mas foi do seu agrado e ficou combinado que, para a próxima, sairá melhor.






E que bom foi ouvi-la dizer ao apagar a luz do quarto:
- Mãe, estou ansiosa por mostrar amanhã às minhas amigas o tereré que tu fizeste!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

ATELIÊ DO INDIEJUNIOR

No próximo domingo, dia 6, termina o Festival IndieJunior deste ano.
Nós ainda não fomos assistir a nenhum filme de animação deste festival (apesar de ainda me restar uma esperança!!!), mas no dia feriado aproveitámos para participar num dos ateliês por ele promovido, em parceria com o Pavilhão do Conhecimento:


É sempre muito agradável poder participar estas atividades e penso que traz imensas vantagens para os miúdos e para nós, pais. Neste caso, os meus filhotes até já sabia utilizar esta técnica na realização de pequeninos filmes, pois foi a que utilizaram para o video do MJ, mas foi importante estarem com outras crianças e terem de trabalhar em equipa com elas, para produzir um trabalho, aplicando uma pequena formação nesta área.
Desse trabalho, resultou este pequeno filme:

video

Assim, começando no Museu da Marioneta, onde viram marionetas usadas em filmes de animação e perceberam como se faziam, passando pela experiência de produzir um filme para um concurso (que deu o direito a um bilhete para um espetáculo) e, agora, outro ateliê de animação, não sei se não estaremos a despertar o bichinho da realização. E é tão bom despertar vários bichinhos neles!!!

Ah!!! Mas tiro uma conclusão especial deste dia: os meus filhos saem mesmo à sua mãezinha em humildade: nunca se "gabam" nem "exibem" o que sabem fazer... o que sabem, vale-lhes bem, mas não serve para pedestais! Fico orgulhosa!!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

UM VESTIDO QUASE TERMINADO

O meu primeiro trabalho está quase, quase concluído.

A parte de cima, em croché, foi feita com pontos simples que recordei após mais de 16 anos sem pegar numa agulha... foi muito agradável ver crescer o corpete e o entusiasmo da Matilde ao mesmo tempo. Foi gratificante poder decorá-la com os pormenores que a princesa escolheu, todos recuperados de peças inutilizadas.

A parte de baixo, com tecido escolhido pela Matilde (que no dia em que estava mais doente e foi ao médico ainda quis ir ao PagaPouco escolher uns trapinhos!!!), foi toda alinhavada por mim, que não tinha experiência para além de bainhas e alinhavos simples, mas que observei muitas vezes a minha mãe a costurar.

Agora só falta mesmo que a avó Mila cosa à máquina, para cumprir com o prometido e deixar a Matilde tirar os alinhavos... depois é passar e vestir para pousar para a foto.

Estou desejosa!

E já ando entretida com outros pontos!