domingo, 9 de dezembro de 2012

O ACIDENTE DO JUDOCA

Para aí há uns 4 anos que andávamos a tentar convencer o Simão a ir para o Judo. Não é que conheçamos profundamente esta "arte marcial", mas sabemos que ajuda na concentração, na tomada de consciência do corpo e da mente (seus limites e capacidades), proporcionando-lhes maior equilíbrio psicológico, além de desenvolver capacidades motoras básicas e incentivar a colaboração entre judocas.
O meu rapaz, sempre recusou a ideia, achando que não era atividade para ele.

No entanto, este ano letivo, como bom contrariador e teimoso que é, pediu para ir para a Judo, desafiado por um colega, tendo começado há 2 meses.

Aquilo que imaginava, realmente aconteceu e nunca o vi tão entusiasmado com outra atividade extracurricular. Adora ir, gosta de mostrar o que aprendeu, mostra-se responsável com o seu fato e com os horários a cumprir e mostra muito respeito pelo seu "professor" (não consigo acertar com o nome verdadeiro dado ao "mestre").
É claro que um rapaz dado a grandes conversas (queixa frequente da professora e dos pais, após horas seguidas de blá blá blá) e com elevado sentido de humor (herdado do progenitor masculino) está a avançar aos poucos na tal melhoria da concentração, mas o "Sensei" diz que vai chegar lá...

Ora na terça-feira o meu judoca preferido (o Simão, claro) teve uma pequeno acidente antes da aula, que nem chegou a fazer. De brincadeira com os colegas mais novos, enquanto "aguardavam calmamente" (calcula-se!) o início da mesma, foi empurrado e os "putos" atiraram-se para cima dele... sem problemas, não fosse o braço esquerdo ter ficado mal colocado debaixo do corpo e as dores terem sido horríveis.

Homem forte, aguentou-se durante mais de meia-hora, com os primeiros socorros feitos, até não aguentar mais, pelo que fomos chamados para o levar ao hospital. Diagnóstico: braço partido, ou melhor, fratura do rádio. Logo em vésperas de ficha de avaliação sobre os ossos (entre outros assuntos).
Agora anda de braço ao peito e com dificuldades em realizar alguns movimentos e atividades normais e vai ficar assim pelo menos até quarta-feira, dia de reavaliação no Outão. O gesso incomoda, não deixa fazer algumas coisas (felizmente, para ele, em alguns casos), o braço dói de vez em quando, mas o rapaz aguenta-se bem e dá-nos mostras de ser um desenrascado.

Eu, mãe-galinha assumidíssima, também me estou a aguentar... também, não me dói nada. Mas o susto de 3.ªfeira valeu-me algumas (discretas) neuras e uma preocupação acrescida.

2 comentários :

  1. Pobre Simão, mas isso são ossos do oficio...o meu filho pratica taekwondo desde os 10 anos, nunca partiu nenhum osso, mas ás vezes vem com cada negra...
    As melhoras para ele!

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  2. O nosso Simão é um valentão. Que orgulho!

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