quarta-feira, 28 de novembro de 2012

INSEGURANÇA DISFARÇADA...

Sou uma pessoa insegura.
Não gosto de ser observada, questiono muitas vezes o que sou e o que faço, fico aflita quando me fazem uma observação menos positiva e fico a "remoê-la" muitas vezes, tenho medo de falhar e não sei receber um elogio.
Sou a mais cruel crítica de me mim mesma e tenho uma grande tendência para me culpabilizar de tudo.
Isto está-me no sangue... ou em estruturas mentais que desenvolvi mal. Ando a lutar contra, a tentar fortalecer-me e não ligar (nem depender) da opinião alheia e tenho feito melhorias. A terapia tem ajudado a perceber que quando os outros não estão de acordo comigo podem ser simplesmente eles que estão errados (e não eu) ou podemos estar ambos certos. Fiz progressos...

No entanto, só quem lida comigo cá em casa os percebeu.
Porquê? Porque aparentemente sou uma pessoa segura e convicta, que acredita em si própria. Esta é a imagem de quem me conhece mal, pouco ou menos atentamente. E digo isto porque "engano" bem... aparente algumas seguranças que não tenho, apesar de saber bem o caminho que quero seguir e ter valores e ideiais que mantenho desde sempre (e dos quais não desisto).

O meu filho mais velho parece que é como eu.
Aparentemente é um rapaz "tá-se bem". Tem excelentes capacidades, ótima apresentação, boa cultura geral, é autónomo, popular, bom amigo... tem uma "boa reputação" na escola e nos grupos por onde passa e se insere, é reguila, falador e ativo... mas muito inseguro. Com uma insegurança escondida, que só conhece que está mais atento e convive com ele diariamente e bem de perto.
Cá em casa tentamos sempre motivá-lo, transmitir-lhe confiança e melhorar a autoestima, dar-lhe bases e responsabilidades, junto com bons valores morais e sociais, mostrar-lhe como é (as qualidades), sem deixar de exigir que seja responsável e se comporte de acordo com a idade e as suas características pessoais.
No entanto, é inseguro e chora quando acha que não vai conseguir fazer alguma coisa, mesmo que já tenha tido provas de que é capaz. E fica aflito se ouve dizer que podem não conseguir fazer o exame de 4.ºano, mesmo que seja dos melhores alunos da sala. E não quer sair de casa sem o penteado exatamente perfeito porque tem medo que gozem com ele (o que nunca aconteceu por motivo algum)...

E eu, aflita, fico com medo que um dia também ele precise de terapia. Fico zangada por lhe ter passado esta "carga genética" e esgotada por tentar que seja de outra forma (para a sua felicidade e porque sei como doem as inseguranças escondidas) e com tão pouco sucesso.
Pelo menos é o que sinto agora... é o que me aflige e me faça desejar ser eu própria de outra forma.

1 comentário :

  1. Tenta sempre dar-lhe confiança, para que ele sózinho consiga ultrapassar essa insegurança, e não dês demasiada importância ao assunto,vais ver que ele começa a acreditar nele (e tu tambem deves ser assim, acredita em ti.).
    Beijinhos

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