quarta-feira, 8 de agosto de 2012

E SE ME ACONTECER ALGUMA COISA...

Foi com esta pergunta feita ao telefone por alguém que não conheço que caí por momentos em pânico, numa crise que já não conhecia há meses e que me levou ao SOS que pensava já não ter de tomar. Depois passou, acalmei e voltei ao racional e ponderado, mas por momentos a cabeça desabou.
Há dias que sabemos da "má notícia". No próximo ano não há lugar para o Hugo no externato, por isso cá em casa também já contamos para a estatística de desempregados. Sinceramente, já previa que tal fosse acontecer, apesar de nunca estarmos preparados para uma confirmação destas. Conversámos todos, incluímos os miúdos na conversa para que todos percebam que vão surgir mudanças. Não sabemos quais nem durante quanto tempo, mas vão haver e é preciso estarmos unidos para o que der e vier.
Estou numa onda positiva, acredito que tudo vai correr bem e que esta pode ser uma oportunidade de mudar de vida (parabéns ao Passos pela sua previsão), que faremos planos em conjunto e que havemos de arranjar uma solução. Mas hoje fiquei em pânico e a pensar naquela frase:

"E se lhe acontecer alguma coisa?"

Sim, a mim, que fico à cabeça das contas e cujo vencimento vai ser muito importante para toda a família.
É claro que, racionalmente, sei que a vendedora só queria que eu ficasse com o seguro hospitalar e que me estava a experimentar (muito preocupada com o meu futuro!) para ver se me convencia.... mas fiquei com a frase na cabeça e comecei, dramatica e negativamente, a pensar que nada me pode efetivamente acontecer.
Penso nisto mas não só pelo ordenado, porque tenho de ter capacidade para trabalhar, mas porque sei (e sinto) que sou um pilar cá em casa, que tudo passa por mim, que tenho aquelas características necessárias aos projetos e às metas a atingir em família: preserverança, otimismo, dinamismo, organização, proatividade, esperança, iniciativa e força de vontade. Também sei que não são características inatas no meu homem e por isso, e apesar de até achar que está "melhor", fiquei preocupada comigo e com o que me pode vir a acontecer.

Felizmente (e graças a Deus) tenho saúde e as tais qualidades!
Felizmente tenho família e amigos (poucos, mas verdadeiros)!
Felizmente eu tenho trabalho seguro e na área que gosto!
Felizmente já passou o pânico e, depois de desabafar aqui, devo ficar mais animada e voltar às ideias de resolução. Não é disto que o país precisa?

Imagem retirada da Internet.

2 comentários :

  1. Susana Marques Andrade8 de agosto de 2012 às 21:18

    Vocês vão ser capazes. Força! Beijinhos
    :)
    Susana

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  2. amiga ...infelizmente sei o que é passar por tudo isso que vais começar a passar pois o meu homem ficou sem trabalho á 5 meses e não tem sido nada facil...mas enfim um dia de cada vez. com os dois empregados muitas vezes não é facil com um só... sim porque o que pagão do subcidio de desemprego.... mas ca nos vamos arranjando- beijos e força!! Já tenho saudades do Hugo............

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