sexta-feira, 6 de julho de 2012

EXPERIÊNCIAS SIMPLES MAS ESQUECIDAS

Na terça-feira, sem ser premeditado, o meu Simão viveu uma experiência simples mas que não mais se vai esquecer: foi levantar uma encomenda que vinha em seu nome.
 Lembro-me de fazer "recados" destes, em miúda, talvez já na idade dele, sozinha mesmo, e sei o quanto nos proporcionam momentos de sentido de responsabilidade. Também sei que os tempos são outros e o meu filhote não foi sozinho, mas não pude deixar fugir a oportunidade de o deixar "crescer" até chegar ao balcão dos CTT. Acho que faz falta recuperarmos estas atividades meio esquecidas: enviar cartas/postais, levantar encomendas, pagar contas... os miúdos são capazes e podem fazê-lo por nós, mesmo que estejamos lá. Neste caso, até tinha mesmo de ser ele a fazer, pois a encomenda era sua.

Vou começar do início:
Quando foi ver a exposição do Simão Bolivar, o meu menino ficou encantado com todos os brinquedos artesanais, especialmente por uns escaravelhos com os quais se pode jogar.
Desde aí que tem querido arranjar desdes brinquedos e, como não conseguiu ainda construi-los sozinho, decidiu pedir-me para o ajudar a encomendar.
E assim fizemos: mandámos mail para o artista e, depois de acordar preços e mandar morada, ficámos a aguardar a chegada da encomenda, que seria paga com dinheiro do mealheiro do meu Simão.
(imagem retirada da internet)

Na segunda-feira, após tanta ansiedade controlada (que também faz parte do processo e precisa ser aprendizagem), chegou o postal dos correios para irmos levantar a encomenda, que vinha no nome dele.
Na terça lá fomos nós (os 3) aos CTT, de dinheiro e postal na mão, levantar os escaravelhos.
Quando chegámos lá, o meu menino tirou o número para ser atendido e eu entreguei-lhe o postal e o seu cartão de cidadão para que o preenchesse. Ficou tão nervoso!! Nem queria acreditar que tinha de fazer aquilo. Receoso, sim, mas muito feliz da sua responsabilidade.
Assinou, colocou o número do CC (que tive de ensinar onde procurar e escrever) e ficou a aguardar a sua vez de papel na mão. E foi tão bom vê-lo atento aos números a passar! E foi tão bom percebê-lo também atento ao balcão para onde se dirigir e vê-lo a caminhar para lá quando foi chamado.
Cresceu, de repente!
Gostou (muito) da experiência!
Parece tudo muito simples, mas acredito que não seja vulgar os miúdos terem destas experiências e agora, que me aperecebi da sua importância, vou tentar recuperar outras (simples mas) maravilhosas!


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