segunda-feira, 21 de maio de 2012

EU E A BIMBY

A minha Bimby é, há mais de 2 anos, a minha melhor amiga na cozinha.
Com ela, faço (ou preparado) todas as comidas cá em casa e já pouco uso o fogão.
No início tinhamos uma relação de pouca confiança... eu simpatizava com ela e ela comigo, mas não arriscava muito para além das receitas do livro base, que foi o único que adquiri e consulto ainda.
Seguia à riscas as instruções, as quantidades dos ingredientes e, quando não saia bonitinho como as imagens, ficava de novo desconfiada.
Aos poucos percebi que, tal como na condução ou na equitação, temos de ser nós a comandar a "fera". Temos de usá-la em nosso proveito, adaptando as comidas que gostamos ao seu funcionamento e não comendo apenas o que ela nos recomenda.
Parece simples.
De facto, não o é. Só conhecendo bem o método de funcionamento e confiando nos nossos cozinhados, já sabendo algumas coisas das bases (refogados, guisados, estufados...) é que podemos usar a nossa imaginação e ter, sem ser por sorte, um resultado apetitoso e com bom aspeto.
Assim, faço a minha ementa semanal com base nos ingredientes que tenho (principalmente na carne e peixe que comprei já) e uso a bimby tal como usaria muitos utensílios em vez dela: o tacho, a picadora, a balança, a colher de pau....
Gosto de variar as refeições, por isso, quando vou às compras de carne e peixe, compro o que está em conta e/ou o que me apetece e depois crio a ementa. Tento diversificar e cá em casa comemos de tudo, à exeção de pequenos petiscos de só me agradam a mim (como iscas, ovas, favas...). Mesmo assim, ainda não desisti.

Quando preparo uma refeição, tenho em conta o que devo começar a preparar primeiro, tendo em conta o uso da Bimby, vou jogando com os tempos e as prioridades e raramente preciso de lavar a minha amiga entre as preparações, pois até isso tenho em conta. E tudo faço já com muita naturalidade... e amizade!

As sopas são as criações mais diversificadas que tenho. Apesar de não usar nenhuns ingredientes especiais ou diferentes do comum, a verdade é que nunca faço 2 sopas iguais. Aposto num puré saboroso como base, sempre rico ingredientes e cozo os verdes na varoma. Muitas vezes até coloco os verdade no copo diretamente, pois a minha malta pequena gosta muito mais de caldos grossos do que de "fios a boiar" e vale tudo para comer verduras. Também coloco maçã ou pera em algumas sopas, para além das mais habituais batatas, cenouras, cebolas, alhos, courgete, nabo, alho-francês, abóbora... Vou intercalando as verduras/leguminosas (que compro em grande quantidade e congelo em sacos separados): espinafres, feijão-verde, couve, agriões, ervilhas, feijão, nabiças, rúcula...

Hoje fiz uma sopa rica na base e acrescentei-lhe um ingrediente vulgar mas muito especial: agriões da nossa horta! Apanhadinhos na altura, foram lavados e cortados os pés e adicionados aos outros ingredientes. Em 50 minutos de cozedura, tive uma sopa deliciosa que todos comemos ao almoço e que dará para mais outra refeição....

A Matilde ainda lhe juntou os habituais cubinhos de pão que, como mandam as suas costelas alentejanas, sempre adiciona quando não há folhas a boiar. O Simão achou o sabor estranho, mas comeu bem e nós, pais, sentimos conforto por saber que já há qualquer coisa que semeámos a "brilhar" na nossa mesa.

Agora falta-me ter coragem para experimentar juntar flores à sopa e às saladas, por conselho do nosso formador das Hortas Biológicas... tenho é de ir pesquisar receitas. Também o faço muitas vezes, até para tirar ideias e melhorar os meus pratos. Já estou a imaginar uma salada com pétalas de rosa...

1 comentário :

  1. Também sou fã da minha Bimby, embora ainda não tenha uma relção tão próxima com ela. Beijinhos e bom fim de semana
    (a sobrinha e mamã gostaram do vestido?) Bjs

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