sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A "MARIA NÊSPERA" CHEGOU E FICOU A CONQUISTAR

Foi fantástico receber a "Maria Nêspera" na sala de aula!
(Obrigada 20|20 Editora!)

Os miúdos surpreenderam-se com aquele envelope grande e pesado que lhes mostrei como estando a eles endereçado. 
Abrimos, espreitámos e descobrimos uma menina como eles...
O livro circulou logo pela sala para ser folheado por todos.

"Que lindo! Podemos pintar depois de ler?"

Ainda antes de conhecerem a história, já estavam encantados com as ilustrações.


Ficou logo combinado que seriam alguns alunos de 2.º ano a ler em voz alta para todos nós.
Quem seriam os felizardos?

No momento da verdade, naquelas cinco crianças pequeninas, a ansiedade era rainha e o entusiasmo era rei, preparadas que estavam para partilhar connosco a história daquela menina que, ao que parecia, tinham uma relação especial com uma árvore.





Foram agradáveis momentos de descoberta das palavras e de surpresa com as imagens.
Foram lançadas interessantes sementes de debate sobre o amor, o crescimento, os medos, os segredos, a morte, o nascimento, as memórias...

E vários trabalhos começaram a surgir, para depois, como disse a Carolina "darmos oportunidade a outras crianças de conhecer este livro" através da oferta do mesmo à Biblioteca Escolar.

Voltarei com as ideias concretizadas e os resultados das mesmas!


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

LENDA DA MARATECA

A Marateca é uma pequena localidade do concelho de Palmela, junto à aldeia de Águas de Moura, que em tempos deu nome a uma das antigas freguesias.
O seu povoamento remonta à época da colonização romana, tendo sido um importante ponto de apoio a viajantes, dado estar próxima da estrada que ligava Lisboa a Mérida.

Segundo a lenda, o nome "MARATECA" terá sido atribuído a este povoamento entre os séculos XII e XIII, num período de lutas entre cristãos e muçulmanos.

A LENDA DA MARATECA

Conta-se que, nessa época longínqua, um destemido e forte guerreiro português se apaixonou por uma belíssima jovem moura, querendo com ela casar.
Sendo os seus povos inimigos, o cavaleiro raptou a sua apaixonada, enviando-a para um local seguro, onde ninguém da sua família a descobrisse.
Para que a jovem embarcasse com destino à sua casa, localizada na atual zona de "Águas de Moura", o guerreiro entregou-a ao cuidados de pessoas da sua confiança, que a acompanharam na viagem, feita primeiro por mar e depois pelo Sado e terminando num rio curto e de pouco caudal (a atual Ribeira da Marateca).
Ao chegar ao destino, a moura, não sabendo falar corretamente o português, respondeu assim a todos quantos lhe perguntavam como fizera a viagem:
- "Mar até cá!"

E terá sido desta expressão da bela rapariga que surgiu o nome do local onde então ficou a morar.

Mar-até-cá = Marateca

Águas de Moura

Ponte da Marateca

Ribeira da Marateca - Estudário do Sado

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

DESAFIO 7 DIAS #07

Dei a mim mesma uma semana de "descanso" dos desafios.
Ao fim ao cabo, a necessidade de me organizar não ajuda nada a conseguir aderir aos desafios e estar a criá-los para depois nem conseguir olhar para eles é altamente desmotivante. E não é, de todo, o objetivo destes desafios. Pelo contrário. A ideia é mesmo dar um pouco de cor e ritmo aos dias.
Começando a entrar nos eixos das rotinas, lá vou eu tentar qualquer coisa de diferente.

Juntem-se a mim.
Motivemo-nos mutuamente!

domingo, 7 de outubro de 2018

FOCO - SEMANA #06

Esta semana continuei a fazer alguns progressos ao nível da organização e também fui mais fiel ao regime alimentar paleo. Não tive ainda oportunidade de me ir pesar, pois quero fazê-lo na mesma balança e ainda não passei naquela farmácia.


Ativididade física:
Caminhada solidária (Pinhal Novo): 5,71 km - 1h15min
Caminhada à beira-rio (Setúbal): 7,71 km - 1h19min  (serviu de inspiração para ESTE texto)

Alimentação: Regime Paleo

Peso (23/09) - 73,6 kg
(Não me pesei depois desta data.)

Notas:
Melhorei ao nível do metabolismo, regularizando um pouco o trânsito intestinal.
Tive menos cólicas e e controlei bem a ingestão de açúcar.
Consegui sonos regulares.
Ao nível emocional e de humor, senti-me estável, com ânimo e com energia.

As outras semanas:
SEMANA #01     SEMANA #02     SEMANA #03     SEMANA #04     SEMANA #05


2 NOVIDADES PARA OS MAIS PEQUENOS

Uma das editoras que muito admiro pela qualidade das suas obras de literatura infantojuvenil é sem dúvida a EDITORIAL BIZÂNCIO.
E é tão bom quando recebo as suas novidades e nelas aparecem obras deste género!!

Como já não tenho filhotes pequenos, penso logo em como gostaria de as levar para os meus alunos e para enriquecer a biblioteca da escola. (É quase certo que, depois de trabalhadas em sala de aula, será essa a sua morada!)

Ora aqui vos deixo com as 2 novidades infantis de setembro:


Autor: Marion Denchars 
Páginas: 40
PVP: 11,90 | Preço site: 10,72
Encadernação: Capa dura
Formato: 21cmX28,5cm
Data de edição: setembro 2018


O Melro é igual a todos os outros melros, com uma particularidade: as suas pernas magrinhas.
Decide, então, fazer algumas mudanças. Começa por fazer exercício e mudar a alimentação, mas as suas pernas continuam iguais. Uma vista a um museu de arte, inspira-o a pintar o bico alternando entre vários estilos de diferentes artistas. E assim nasceu o Melro Artista.
Os seus amigos admiram agora o seu "novo" bico e já não fazem troça das suas pernas magrinhas.
Um livro recomendado para crianças a partir dos 3 anos, sobre o poder da arte e a autoconfiança.



Páginas: 14
PVP: 16,00 | Preço site: 14,39
Encadernação: Capa dura
Formato: 27,5cmX 34,00cm
Data de edição (prevista): 10-2018

O Grande Mergulho explora a fauna e a flora subaquáticas, através da viagem do pequeno submarino, Sonarus, servindo-se do texto, imagem e som. Para acompanhar a leitura, foi criada – combinando sons reais com efeitos sonoros – uma banda sonora (que se pode ouvir na página criada para o efeito ou lendo o QRcode impresso na contra capa do livro) que em conjunto com as magnificas ilustrações de Lucie Brunellière fazem desta leitura uma verdadeira experiência sensorial. 
O fascínio dos oceanos para os mais novos

Pode adquirir estas obras online na página da Editorial Bizâncio ou na WOOK (clicando nas imagens):

    

sábado, 6 de outubro de 2018

CAMINHAR À BEIRA-RIO NA MINHA CIDADE

Hoje caminhei à beira-rio na minha cidade, aquela que me viu nascer, me embalou no berço e me enriqueceu a alma na juventude.
Foi um caminho com sons e cheiros diferentes, com memórias e sorrisos, com um colo quente e enternecedor.
Dediquei-lhe algumas palavras no íntimo de mim, agradeci e tentei memorizá-las para aqui as deixar. Nunca terão a mesma magia do momento, mas têm o rio Sado como musa e a serra como patroeira.


Caminhar à beira-rio na minha Setúbal

É ouvir o canto sibilado das gaivotas, entoando cantigas de desejo ao pescado acabado de chegar;
É perfumar de maresia o corpo e a alma, inebriando-os e sentindo-os levitar;
É recordar uma linha insistentemente puxada do fundo, numa cana que me ensinaram a usar;
É ter a península dourada da infância como pano de fundo, no horizonte a acompanhar; 
É sorrir de dentro para fora, em lábios rasgados e olhos deleitados a brilhar;
É sentir o calor do astro-rei, que fez da serra o seu trono, donde demanda a minha pele dourar;
É sentir desejo de voltar nadando, de naquelas águas permanecer e vogar;
É acreditar num caminho para lá do que somos ao ver o rio se eternizar no mar.

Foto tirada com o telemóvel, no final da caminhada


Outras palavras sobre Setúbal AQUI, AQUI, AQUI

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

"SER PROFESSOR", DE JOÃO PEDRO MÉSSENDER

Ser professor,

Se não houvesse espelhar de olhos no primeiro dia de aulas, ser professor não seria um sonho.

Se um fio de beleza não pudesse soltar-se daqueles dedos, daquelas vozes cantoras, daqueles corpos em movimento, ser professor não seria um sonho.
Se nunca um verso ganhasse asas no fresco dos seus lábios, ser professor não seria um sonho.
Se um livro, uma pintura, um ambiente virtual ou um filme não abrissem uma porta até então fechada, ser professor não seria um sonho.
Se o tédio não pudesse emagrecer, ser professor não seria um sonho.
Se o saber não construísse pessoas melhores, ser professor não seria um sonho.
Se Arte e Jogo, Língua e Ciência não pudessem ser nomes próprios, nobres palavras, ser professor não seria um sonho.
Se um certo olhar não sorrisse ao conseguir ler pela primeira vez uma frase, fazer uma descoberta, resolver um problema, ser professor não seria um sonho.
Se um rosto não se iluminasse ao ouvir “muito bem!”, “está bem visto!”, “um passe perfeito!”, ser professor não seria um sonho.
Se uma mão negra e outra branca e outra morena não pudessem tocar-se, ser professor não seria um sonho.
Se várias cabeças não conseguissem pensar melhor do que uma, ser professor não seria um sonho.
Se o silêncio e o asseio, a sobriedade e a ordem não pudessem ser aprendidos, ser professor não seria um sonho.
Se o medo e a violência, a solidão e a pobreza não pudessem ser combatidos, ser professor não seria um sonho.
Se justiça e democracia, fraternidade e autoridade não pudessem ser aprendidas, ser professor não seria um sonho.
Se na escola não pudesse germinar a paz e a entreajuda, em vez da competição, ser professor não seria um sonho.
Se a escola não ajudasse a reordenar o mundo, ser professor não seria um sonho.
Se a inteligência não pudesse guiar o sonho, se este não pudesse guiar a inteligência, ser professor não seria um sonho.
Quando nas lides te iniciaste, ser professor tinha a forma de um sonho? Se não tinha, o tempo deu-lhe essa forma. Para muitos, ser professor é tornar real um sonho. O de ajudar a crescer, a fazer do mundo um lugar melhor para se viver.
E não há ofensas, nem indignidades – provindas de efémeros poderes –, nem rankings, nem propagandas capazes de matar esse sonho.
Nem distâncias, nem sacrifícios, nem desassossego, nem noites em claro…
Sem vozes de crianças e jovens à tua volta, sem humana relação, ser professor não seria um sonho.


João Pedro Mésseder, no Dia do Professor 2018



quarta-feira, 3 de outubro de 2018

EM TRILHOS E SEMPRE MULHER

E pronto, já tratei das inscrições!
Serão duas caminhadas desafiantes e de convívio, pelo que irão fazer-me muito bem (ao corpo e à alma!)
Falo da CORRIDA SEMPRE MULHER e dos TRILHOS DO JAVALI.

A primeira realizar-se-á já no próximo dia 28 de outubro, domingo de manhã.
É uma corrida/caminhada solidária, cujo valor das inscrições reverte para a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama (APAMCM).
Inclui 2 vertentes, ambas num percurso de 5 km: Caminhada/Corrida de Lazer (na qual me inscrevi) e Corrida de Competição.
Vai realizar-se no Parque das Nações e contará com o apoio e presença de Tony Carreira, padrinho deste evento.

As inscrições podem ser feitas online no site www.corridasempremulher.com .



O outro evento desportivo em que (cheia de coragem) me inscrevi chama-se Trilhos do Javali e decorrerá no próximo dia 8 de dezembro, pela Serra da Arrábida, nas encostas do Forte de São Filipe.
É um Trail Running que inclui 2 provas competitivas (de 25 e 15 km), uma "Caminhada Javali" de 10 km (na qual me inscrevi) e o "Trilhos Junior" (para crianças).
Este evento, organizado pela Associação de Moradores do Casal das Figueiras e pela Associação Desportiva Tãlentos Team, é muito conhecido aqui na Margem Sul e vai envolver mais de 8 centenas de participantes.

Podem inscrever-se online AQUI.



Para além destes 2 eventos já programados, irei já amanhã participar no 9.º PASSEIO NOTURNO SOLIDÁRIO, em Pinhal Novo, que apoiará a Quintinha ABC - Associação Protetora dos Animais.
É uma caminhada organizada pela Associação Juvenil Os INdiferentes, com um percurso de aproximadamente 7 km pela vila de Pinhal Novo.
A inscrição é gratuita e implica apenas um donativo para a associação apoiada.

Inscrições a decorrer até ao final do dia para grupo.indiferentes@gmail.com.


E vocês, vão aderir ao algum evento de cariz desportivo e/ou solidário?

Partilhem connosco as vossas propostas e ideias!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

FOCO - SEMANA #05

Esta semana consegui melhorar um pouquito ao nível da organização, o que se refletiu principalmente na atividade física.
Além do trabalho e das rotinas de casa e filhos, esta semana andei envolvida como figurante na Feira Medieval de Palmela, o que implicou ensaios e 3 dias de atividades de rua.
A alimentação, oferecida pela C.M.P., estava deliciosa, mas tudo o que envolveu levou-me a quebrar o regime durante os dias da festa. 
Voltei a perceber que tenho uma relação pouco controlada com o açúcar. Não posso mesmo ceder nem numa fatia de bolo, pois ganho uma (quase) dependência louca e já não consigo dizer "não" ao que vem a seguir. Ora aqui está um ponto a trabalhar!


Ativididade física:
25/09 - Caminhada (com corrida) - 4,71 km,  0h37
26/09 - Caminhada matinal (com corrida) - 4,05 km, 0h30
27/09 - Caminhada noturna (regresso a casa a pé) - 6 km, 1h05

Alimentação: Regime Paleo, até 5.ª feira

Peso (23/09) - 73,6 kg
(Não me pesei depois desta data.)

Notas:
Fiquei totalmente descontrolada ao nível intestinal a partir de quinta-feira. Tive muitas dores de barriga e gases durante o fim de semana.

As outras semanas: