quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

DESAFIOS DOS 30 E TAL - BLOGGER (QUASE) FAMOSA POR UMAS HORAS

Estava no início de 2016 quando fui convidada para a apresentação da coleção primavera-verão da marca de sapatos Paulo Brandão. Fui como blogger e, acreditem, não éramos muitas, o que causou em mim aquele efeito de DESAFIO de que falava...

Senti-me nas nuvens (é uma verdade!), apesar de um pouco envergonhada e introvertida, meio perdida naquele mundo de bloggers famosas e lindas. É certo que também eu investi um pouco mais no visual (entenda-se com isto que me maquilhei e comprei toilete nova), mas nada comparado com o glamour de um casaco de peles, com o brilho de sapatos de marca ou, até, com um perfume conceituado daqueles que custa mais do que gasto para me vestir da cabeça aos pés. 

Levei duas damas de companhia, que ainda deliravam mais do que eu, e fomos em transporte próprio da marca, com direito a almoço pago, companhia divertida e uma viagem longa até Oliveira de Azeméis.

O local da apresentação estava repleto de gente rica e importante, convidados de estilo e graça, pessoas influentes do mundo da moda... que partilharam comigo um cocktail delicioso, servido por uma simpática equipa de catering.

A nova coleção de sapatos estava exposta à vista de todos e nós, "bloggers famosos", aproveitámos para fotografá-la em primeira mão, registando as nossas opiniões e preferências. Ai credo!!! Foi difícil! Não sabia como posar, nem me sentia à vontade para o fazer. Mas fiz!!!! Ai não que não fiz!!!
E na hora do desfile não aproveitei para fazer um vídeo em direto, como as minhas colegas, porque ainda não era detentora de tecnologias devidamente capazes para o efeito! (Acho até que fiquei sem dados e bateria no telemóvel!)

Foi um ótimo DESAFIO e superei-o à grande!!

Podem ver a reportagem AQUI, que vão gostar das fotos da (antiga) nova coleção!




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

DESAFIOS DOS 30 E TAL - INTRODUÇÃO

Falta exatamente uma semana para eu entrar na meta dos 40. Uma semana menos umas horas, que fui rapariga de nascer de madrugada, já prometendo surpresas e "foras de horas". Na verdade, até o dia parece ter sido escolhido a dedo, semanas antes do previsto, mesmo umas horinhas no início de "peixes", signo que se enquadra bem na personalidade que haveria de formar.

Confesso que esta meta tem feito com que alguns dos meus macaquinhos dancem no sótão. Não posso esquecer que os "entas" entram e não saem mais e eu sou daqueles indivíduos que não se dá bem com rotinas e prisões perpétuas.
Na verdade, há meses que penso no dia 20 e que sinto alguma nostalgia e melancolia, associadas à ideia de que já não sou uma rapariguinha nova. (É que já não pertenço aos "jovens" e começo a falar sobre "na minha altura" (oh credo!!!!), apesar de me orgulhar de pertencer à tal "geração rasca" que ainda vai abrindo as portas aos velhotes ou dando-lhes lugar nas filas ou no banco do autocarro.)

Não escolhi regressar ao blogue com estes posts para falar de um passado longínquo, mas para marcar o final dos trinta com algo muito relacionado com o meu íntimo e com a energia que faz com que o sangue galope nas minhas veias: desafios!

Para além de todos os que me foram surgindo ao longo da vida, não interessa agora se muitos ou poucos, se fáceis ou difíceis, a verdade é que a segunda metade dos trinta me trouxe desafios inesperados ou pequenos sonhos que achei já não ir concretizar. Mesmo!

Podem parecer coisinhas pequenas e insignificantes, mas, para mim, foram desafios e hoje, a uma semana de sair dos trinta, o que acontecerá exatamente às 4h45 da madrugada, apetece-me contá-los e, com isso, revivê-los e agradecer por eles. Afinal, ainda há muito por fazer nesta vida e acredito que estes são apenas uma introdução ao que daí vem, ao que está ainda guardado para mim.
Ou não seja eu miúda de fugir de rebanhos e de correr contra as marés!!!! 😆


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

METAS PARA 2018... EM JEITO DE PENSAMENTO

Não me apetece fazer listas, apesar de ser quase natural em mim fazê-las.
Não me apetece (ainda) escolher objetivos e traçar planos.
Não me apetece pensar em 2018 de uma forma prática, quando o meu coração, ainda cheio de emoções, fala mais e melhor do que a cabeça... ou os lábios.
Somente me apetece acreditar que os passos que dou e a forma como o faço poderão contribuir para um 2018 cheio de Paz, de Verdade e de Amor.
Por isso, tenho ainda uns dias para filosoficamente me preparar para arregaçar as mangas e fazer de tudo para ser feliz.
E os pensamentos irão surgindo... e esta publicação irá sendo atualizada.

EM JEITO DE ENSAMENTO, EM 2018...

- Valorizar mais o que (e quem) tenho e chorar menos o que (e quem) me faz falta.


- Continuar a sorrir... sorrir mais... sorrir mesmo triste... não deixar que apaguem o meu sorriso.


- Lutar pelo que posso mudar, aceitar o que não posso e ver bem a diferença.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

SOU PROFESSORA COM ORGULHO E ESTOU EM GREVE

Hoje não poderia deixar de estar em GREVE. Não posso concordar com o desrespeito que o Governo dá à minha profissão, da qual me orgulho muito e que merece ser dignificada.

Merecemos o respeito de todos, não só pela grande importância que a Educação tem na sociedade e no país, mas porque o conquistamos diariamente trabalhando de forma empenhada sem condições físicas e materiais, em sobrecarga de trabalho e acumulação de funções, sem um vencimento justo, com formações contínua pagas do próprio bolso (em horário pós-laboral) e sofrendo as constantes mudanças nos currículos.

No momento em que o país começa a levantar a cabeça e que se preparam os descongelamentos, nós seremos deixados de fora de algumas regalias que os outros vão recuperar.
Nós só pedimos que não finjam que estivemos parados durante estes 9 anos e tal. Nós só queremos que os contabilizem e nos coloquem no escalão correto de acordo com os anos que já lecionámos.
Nós até nem queremos que nos devolvam como retroativos as centenas de euros mensais que nos roubaram e que, segundo disseram, foram necessários para endireitar o país! (Afinal, foram só mais de 9 anos a 14 vencimentos anuais!!)
É que, durante essa quase década, nós continuámos de mangas arregaçadas a fazer o nosso trabalho com empenho e dedicação... não merecemos que ele EXISTA???

O Governo diz que «a contagem desse tempo de serviço iria pôr em causa a sustentabilidade dos próximos Orçamentos de Estado»... Pois, nós temos de segurar as pontas, apesar de termos a educação de crianças e jovens nas nossas mãos!
Mas será que temos de segurar essas pontas com as duas mãos que, como HUMANOS, apenas temos ou devemos deixá-las livres para ensinar conteúdos, despertar capacidades, desenvolver competências, estabelecer afinidades e cumplicidades, apoiar no crescimento social, emocional, cogitivo dos futuros adultos do país?
Não será preferível deixá-las livres para, além de tudo isso, poder continuar a planificar, a reunir, a articular, a estudar, a cooperar com as famílias...?
Não serão elas (até mesmo) necessárias para cumprir funções que não deveriam ser nossas mas que, mais uma vez porque o Estado economiza e não dá resposta, acabam por fazer parte do quotidiano das escolas (enfermagem, psicologia, contabilidade...)?

Sou Professora do 1.º Ciclo e tenho orgulho no que faço e na forma como sei fazê-lo.
Comecei a trabalhar a 27 de setembro de 1999... já passaram 18 anos... Agora querem fingir que foram apenas metade? Não acho justo e não aceito. Não posso aceitar que se esqueçam que, nessa metade, trabalhei com o mesmo empenho, dedicação, seriedade e profissionalismo que na outra metade. Não podem esquecer!

Ah! E já agora também não aceito que falem da massa salarial que «gastam» com os professores como se fossemos funcionários públicos dispensáveis e acessórios e não fosse a EDUCAÇÃO o pilar de uma sociedade civilizada!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

OS 3 ATAQUES DA VIROSE ATREVIDA

Pode parecer pieguice, e se calhar é mesmo, mas hoje apetece-me escrever um pouco sobre esta virose intrometida que chegou cá a casa no sábado e nos pôs a dieta forçada.
Verdade! Ela anda espalhada, já atacou os estômagos e intestinos de muitos miúdos e graúdos e chegou a nossa vez de lhe abrir a porta.

Foi de repente que eu, mãe galinha (ou perua, tendo em conta a idade e tamanho dos petizes?) comecei a vomitar. Após o tão desejado jantar de S. Martinho, foi um correr para a sanita que até esbarrei numa das gatas e nem percebi em qual!
Que desperdício!
E pronto... acabaram-se as castanhas e a água pé!
(O que me valeu foi o magusto que o Pedro e a Vera fizeram na praceta, onde comi as famosas da estação e provei a jeropiga do sogro!)

A partir daí, nada de novo... todos os sintomas duma virose gástrica e... muita paciência! (Sim, era sempre o que me diziam no hospital quando lá ia com os filhotes pequenos com esta patologia!)

Depois de mim, foi o Simão a revelar-se possuído pelo maldito e desenvergonhado vírus!
E os dois doentes tiveram direito a dormir juntinhos e a correr cada uma para seu lado durante a noite. Felizmente que não aconteceu nenhum episódio simultâneo, porque temos umas das duas sanitas avariadas!

O domingo foi completamente piroso.
Sem fome, com vómitos e sem conseguir levantar a cabeça da almofada, tal eram as dores na bendita, lá fomos ficando deitados, dormitando, trocando conversas nos intervalos, invejando as pessoas que têm televisão no quarto. Fomos tentando beber água (ele) e chá (eu) para não desidratar.
Valeu-nos o telemóvel, que nos entreteve, e o Luís, que nos foi fazendo as vontades, esforçando-se para nos proporcionar conforto.

E depois?
Depois, pimba! Foi a Matilde que correu em desassossego para o wc, copiando os nossos movimentos das últimas horas e mostrando 3-0 para o malvado vírus.
Foi assim que o domingo terminou em beleza, com uma cama de casal convertida em hospital.

Segunda-feira de manhã, quem vai à escola?
Ninguém estava em condições.
Eu já não vomitava, mas nada conseguia comer, a cabeça parecia querer rebentar e não me aguentava nas pernas, que estavam bambas demais. Muitas cólicas! Parece que a tripa queria fugir e não conseguia!
O Simão, na mesma situação, igualzinho!
A Matilde, no início da saga, para lá e para cá, sem aguentar sequer a água na sua barriguita!
E ficámos por casa os 3, comigo no comando e a tal paciência a dar a dar.

Continuámos todos em dieta rigorosa, dando troco à bendita água que, felizmente, não falta cá por casa (mais ao chá que a completa) e aproveitando para poupar em várias refeições. (Temos sempre de ver o lado positivo das situações, não é?)
E mais um dia passado... E dois quase curados no final... Com direito a uns niquinhos de alimentos sólidos, introduzidos espaçada e corajosamente.
Uma noite já tranquila, que deu para recuperar energias e acordar para um novo dia.

Hoje, o rapaz lá ganhou força e foi à escola, já conseguindo comer qualquer coisita e prometendo não abusar e ligar se não estivesse bem.
A mana, nem por isso. Dores de cabeça, corpo tremendo, vómitos e cólicas. Mais um dia de reserva e de miminhos maternais. (Sim, porque os filhos precisam dos cuidados dos pais mesmo quando são um pouco mais crescidos!!)

E, confirmada que estava a virose por quem de direito, lá ficámos as duas recuperando e introduzindo alguns alimentos sólidos, bem devagarinho, gerindo entre o permitido e o apetecido (que doutra forma nada entraria a bem no organismo).

Espero que a saga termine hoje e que todos possamos voltar amanhã às nossas vidinhas normais, mesmo mantendo a postura de quem procura a elegância e tem gosto por pratos gourmet, donde pouco se come e nada se vê!