sábado, 16 de junho de 2018

"SEVEN SECONDS" - TEMPORADA 1

Há pouco acabei de ver o décimo e último episódio da série "Seven Seconds" e a vontade que em mim prevalece é a de que seja feita uma segunda temporada capaz de resolver as injustiças desta primeira.

Para quem ainda não viu, posso dizer que esta série, que segui através da Netflix, conta a história da morte por atropelamento de um jovem negro de 15 anos, da investigação feita para descobrir os culpados e do julgamento que levou 4 polícias ao banco dos réus.
É uma série que aborda questões como o racismo, a corrupção, o tráfico e consumo de drogas, a família e a justiça.

Classifico-a como sendo um policial dramático, que é definitivamente o género de série de que mais gosto.

Gostei muito de seguir esta série, que me tem feito companhia nas noites das duas últimas semanas.

Gostei do enredo e da forma coerente e crescente como a história foi evoluindo ao longo dos episódios. Em todos houve momentos de maior impacto dramático e de suspense, que prenderam a minha atenção e despertaram sempre vontade de ver os acontecimentos seguintes. Não é daquelas séries em que podemos ficar 2 ou 3 episódios sem ver e conseguimos acompanhar toda a história. Não, porque há sempre evoluções e descobertas, bem como cenas mais intensas e que mexem connosco.

Gostei muito do elenco escolhido para esta série. Não conhecia a maioria dos atores, mas gostei da forma como interpretaram as suas personagens e lhes deram a visibilidade certa.

Infelizmente, não gostei muito da interpretação de uma das personagens principais: a promotora K.J. Harper, protagonizada pela atriz inglesa Clare-Hope Ashitey.
Achei-a muito apagada para o papel, não conseguindo causar o impacto necessário numa personagem tão importante da história. Não me cativou, apesar de ter gostado do enredo em torno dela e da forma como foi evoluindo ao longo dos episódios.
Gostaria de ter visto o papel interpretado de uma forma mais voraz, mais determinada e expressiva. Não sei se foi intensional, mas a atriz teve uma interpretação demasiado discreta e fria.

Pelo contrário, dou uma salva de palmas à interpretação da atriz Regina King, que interpreta Latice Butter, a mãe da vítima de atropelamento. Adorei!
A atriz faz um papel muito intenso e emotivo, transmitindo os sentimentos da personagem de uma forma muito real e causando uma forte empatia com quem assiste à série. Através da sua interpretação, quase sentimos na pele a dor, a raiva ou a tristeza daquela mãe.

Também gostei bastante do papel e da interpretação do ator Michael Mosley, que dá vida ao polícia e investigador Joe Ronaldi, uma personagem caricata e que consegue trazer algum humor a uma história séria e dramática.

 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

DESCOBRINDO MIRÓ - PONTO DE PARTIDA

Na semana passada, comecei a desenvolver com os meus alunos um projeto que, entre outros objetivos, pretende estimular a sua criatividade, o sentido crítico e artístico, a curiosidade e o conhecimento de diferentes formas de expressão. "DESCOBRINDO MIRÓ" foi  nome que lhe dei, pois é a partir da vida e obra do pintor Joan Miró que tudo vai acontecer.

Começámos por conhecer os traços principais de uma das suas obras, ainda sem cores nem fundo, a preto e branco, sobre a qual falámos um pouco, partilhando opiniões, para depois lhe darmos cor.
Num trabalho a pares, foi-lhes proposto que colorissem a imagem usando apenas 3 cores à escolha dos alunos.

O resultado foi muito bom!





No final, vimos a obra original e surgiram comparações e reflexões.



O trabalho desenvolvido inspirou-se nas páginas...

domingo, 20 de maio de 2018

ESQUECER OS MANUAIS POR UMAS HORAS (OU UNS DIAS)

Dediquei parte do meu domingo a preparar materiais para umas aulas diferentes. Pesquisar, selecionar informações, interligar saberes e conteúdos, criar momentos de trabalho multidisciplinares... fazer surgir instrumentos diversificados, atraentes, novos...

Não vai ser esta semana que os irei usar, mas deixei-me ir motivada pelo tema, na esperança de assim também motivar os meus alunos, numa fase em que já estão cansados e a entrar no mês das despedidas do 1.º Ciclo.

Nunca consigo sentir-me assim empolgada e dedicada quando deixo que a pressão de programas e (muitos) manuais para usar, me levem a entrar naquelas rotinas da página X ou da ficha Y. Não gosto, mas entro nelas como todos, quiçá demasiado insegura para (sozinha) fazer diferente ou mesmo com medo de chagar ao fim e não ter sido capaz de cumprir com o (muito) que me é exigido ensinar.
Gostava mesmo era de mudar tudo isto... talvez não acabasse totalmente com os manuais (afinal este ano até foram oferecidos!), mas reduziria os outros que, ano após ano, vêm completar o principal.

Aliás, não querendo parecer radical, até porque temos coleções de manuais muito boas, facilmente substituiria o papel por ficheiros interativos inseridos num tablet, esse sim oferecido aos alunos, podendo os professores escolher quais usar no seu dia a dia, independemente dos monopólios das editoras. Uma caneta digital, a ponta de um dedo, um quadro interativo ou projetor, um portátil na secretária do professor com acesso a todos os tablets dos alunos... crianças mais motivadas, aulas não tão centenariamnete afastadas do resto das suas vidas.

Apesar de não tirar de ideia que este sonho seria possível se não fossem outros poderes que alguém sempre coloca acima da educação, costumo ter os pés bem assentes na terra e dar a volta à situação em fases de maior motivação e proatividade.

Estou numa dessas fases, graças a Deus.
Que bom que é sentir adrenalina na preparação das aulas! Que bom que é não dar conta do tempo a passar, não controlar as ideias que chegam e sentir a ansiedade de quem quer muito que chegue o dia de amanhã. Mesmo que amanhã seja segunda-feira!

Esta semana vamos continuar a conhecer o Sr. Fortes, que nos ofereceu uns momentos bem divertidos de dramatização e descontração (obrigada, António Mota!) e vamos, com ele, conhecer as atividades económicas, aproveitando ele ser um vendedor ambulante com uma mala carregadinha de objetos diferentes!



Para a semana surgirá Miró e as suas obras, que hoje me encantaram e despertaram, que me trouxeram de volta uma luz que nasceu comigo mas que, estupidamente, muitas vezes deixo apagar. Muito trará com ele este pintor espanhol, que me acompanhará numa viagem até à mente dos meus 26 companheiros de muitas horas, na busca de tesouros que por lá vivem e que precisam de voar cá para fora.

Só pelo brilho do meu olhar de domingo, já terá valido a pena!

domingo, 1 de abril de 2018

UMA SOFIA QUE POSA PARA A FOTOGRAFIA

Sempre me assumi como uma professora babada, daquelas que diz (até ao portão da escola) que as suas alunas são as mais lindas e que não há como elas em todo o agrupamento. E são mesmo! (Atenção que os rapazes também!! Apenas estou contextualizando uma menina e agora dá jeito falar no feminino!)

Orgulho-me de todas elas no dia a dia de escola e de cada uma de um modo especial em determinados momento ou dias, seja qual for a habilidade que tenham, as atitudes que tomam ou a personalidade que as caracteriza.

Hoje quero mostrar umas fotos de uma das atuais princesas do meu reino escolar, que se aventurou em poses de nos deixar de boca aberta, em sessões fotográficas que poderão vir a ser os primeiros passos no mundo da moda.

Falo da Sofia, uma pequena princesinha empenhada e trabalhadora, que aprende com facilidade e prazer e que se relaciona com os amigos de uma forma fiel e carinhosa.
A Sofia é uma miúda linda, vistosa e carismática, que se esconde diariamente na sombra de outras mais "espampanantes", mas que despertou o olhar curioso de um fotógrafo e de uma marca de vestuário para criança: a KUTCHIES.
É tão discreta a minha Sofia que só fiquei a saber desta sua experiência quando a mãe Cátia me enviou uma das fotos.

E vejam lá se não estão fantásticas!!!
Que orgulho tenho na minha Sofia, que transbordou luz e cores em cada fotografia!








quinta-feira, 8 de março de 2018

"O GIGANTE EGOÍSTA", DE OSCAR WILDE

Há histórias que me dizem muito, que me marcam, que ficam na minha própria história. Sejam elas contadas oralmente ou estejam escritas, sejam dramáticas ou cómicas, curtas ou longas, infantis ou de adultos... Recordo-as porque me levam a refletir ou porque deixam no ar uma mensagem importante (para quem a consegue apanhar).

"O Gigante Egoísta" é uma dessas histórias.
Foi escrita por Oscar Wilde no século XIX, é uma das leituras propostas para o 4.º ano de escolaridade e fala aos miúdos sobre a partilha, a generosidade, a amizade e a bondade. É ainda, na minha opinião, uma boa escolha quando queremos falar sobre a "morte" com as crianças destas idades.

Li-a aos meus filhos algumas vezes quando eram crianças e leio-a sempre em sala de aula quando trabalho com uma turma de 4.ºano. Este ano letivo não foi exceção.
Lemos, interpretámos, conversámos, partimos dela para outros caminhos e trabalhos... criámos laços com um gigante que mudou quando percebeu que a primavera só está em nós e à nossa volta quando abrimos o coração e a alma aos outros.

E os miúdos desenharam o seu próprio gigante... criaram-no à semelhança dos seus sonhos e ao sabor da sua imaginação. E deram-lhe o benefício da dúvida e valorizaram mais o gigante que descobriram nas últimas páginas do que o egoísta que apareceu em todas as outras. Isto tem muito valor para mim, pois mostra capacidade de reconhecer o lado bom dos outros e de valorizá-lo apesar dos defeitos e dos erros.
Eu gostei dos resultados!











(Fotos tiradas a algumas das ilustrações dos meus alunos)