sábado, 20 de agosto de 2016

"CAMINHO TRAÍDO", DE SUSANA ESTEVES NUNES

Conheci a escrita de Susana Esteves Nunes através do livro "A Força do Destino", sobre o qual escrevi AQUI.
Por ter gostado de ler este livro, foi com grande entusiasmo que agarrei em "Caminho Traído", deixando-me prender desde o início.

Neste livro, a personagem principal e central é Amélia, uma jovem trabalhadora e lutadora, cuja vida fora sempre marcada por vivências difíceis. Abandonada em criança, esta linda mulher vê-se desde cedo a braços com várias dificuldades.
Criada num orfanato, é com a Madre Superior que cria o laço familiar mais forte e em que se apoiará sempre, mas também estabelece uma relação muito próxima com dona Jacinta, a idosa senhoria do quarto onde mora.
Depois de anos de vida solitária e dedicada à sobrevivência, é exatamente na fase em que conseguiu já encontrar alguma estabilidade que Amélia conhece Bernardo, um jovem rico da alta sociedade, que a leva a provar o sabor da paixão e a sentir o poder que um grande amor tem na sua vida.
Mas as diferenças sociais entre os dois levam a que nem toda a gente respeite este amor e a maldade de uma poderosa mulher vai alterar fortemente o caminho que o casal quer percorrer.

Foi com muito gosto que li este romance português.
Tal como já tinha acontecido com o anterior livro, gostei da forma de escrever de Susana Esteves Nunes que continuo a considerar fluída e descontraída, proporcionando momentos de leitura simples e descomplicados.
A história deste livro, apesar de não se mostrar surpreendente ou imprevisível, prendeu a minha atenção. Afinal, quem não anseia descobrir que o amor supera e vence todos os obstáculos, reinando sobre os outros sentimentos? Eu gosto!
Gostei das características das personagens principais que, parecendo duas pessoas comuns, acabam por revelar uma força de vida menos vulgar.
Apesar de ter sido uma leitura aprazível, achei a estrutura temporal da história por vezes um pouco desadequada. Enquanto que alguns episódios do enredo foram contados de forma muito detalhada, como é o caso do fim de semana em Paris, outros momentos foram muito resumidos, parecendo não lhes ser dada a devida importância, deixando dúvidas e questões no ar, como aconteceu aquando do internamento e recuperação de Amélia.

Por fim, quero agradecer à Chiado Editora e à Susana Esteves Nunes pela oferta desta obra e pela confiança depositada na minha opinião.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

SESSÃO FOTOGRÁFICA À MESA

Foi na praia da Fonte da Telha, sentadas à mesa do Terminus Beach Club, após uma deliciosa refeição, que a minha filhota acedeu a fotografar-me. Queria ficar com uma recordação daquele dia e, sabendo como a Matilde gosta de fotografar, pedi-lhe que o fizesse.
E confirmei mais uma vez: a minha miúda tem mesmo jeito para isto!
Com a câmara de um telemóvel na evoluído (o meu!), conseguiu resultados muito bons e quase parecia uma sessão fotográfica à séria, apesar da "modelo" não ser "profissional".
Resultado: tirámos mais do que uma fotografia e gostei tanto do resultado que não resisti a partilhar as fotos, após a minha fotógrafa particular as ter editado (igualmente no telemóvel).









DICAS ORIFLAME #03 - USAR A MÁSCARA DE PESTANAS EM 3 PASSOS

Já aqui referi algumas vezes que tenho aprendido muito sobre maquilhagem e cuidados do corpo desde que sou assessora da oriflame.
Aprendi com a experiência, com a partilha e com formação, mas gosto sempre de assumir que também aprendo com os artigos e vídeos disponibilizados pela empresa no site e no canal youtube.
Um dos vídeos que gosto de ver e com o qual aprendi é este:

 

Gostaram das dicas?
Simples e práticas, não vos parece?

E agora, que tal um passatempo com 2 prémios adequados e que vos ajudarão a colocar em práticas as dicas deste vídeo?

PRÉMIO 1: Uma máscara de pestanas
PRÉMIO 2: Um revirador de pestanas



REGRAS:
- Ser seguidor do blogue através do google+ e do facebook;
- Partilhar publicamente o passatempo, identificando 2 amigos e escrevendo a frase "Truques para usar máscara de pestanas";
- Preencher o formulário abaixo, podendo ganhar também entradas extra.

O passatempo decorrerá até às 23h do dia 31 de agosto e cada seguidor pode participar até 3 vezes, em dias diferentes.

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Se ficou com interesse em aprender mais sobre estes assuntos e em comprar produtos Oriflame com 23% a 30% de desconto, recebendo gratuita e comodamente o catálogo em casa, não hesite e preencha sem compromisso AQUI.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

"HOTEL ANAIDAUG", DE FERNANDO PESSANHA

Peguei na pequena obra "Hotel Anaidaug" (editada em dezembro de 2013) mal recebi por correio os dois primeiros livros escritos por Fernando Pessanha. Como não o fazer depois da experiência com "A devota e a devassa"?
Mais uma vez, foi um curto mas poderoso momento de leitura, sobre o qual tenho mesmo de escrever.

f"Hotel Anaidaug" é um conto em forma de livro que nos leva numa viagem improvável, enriquecedora e discretamente arrepiante.

Em 22 páginas de literatura de qualidade, Fernando Pessanha apresenta-nos um marinheiro valente, o final atribulado e inesperado de uma viagem a bordo de um veleiro e a história e arquitetura de um conhecido e carismático hotel algarvio.

Na verdade, conta a história de uma só noite, ricamente ilustrada por cinco imagens da autoria de Artur Filipe.

E não posso contar mais... se o fizesse, estragaria a magia deste diamante literário!

Como dar a minha opinião sem a fazer parecer uma lista de elogios? Não sei se consigo...

Tenho sempre de dizer que a escrita de Fernando Pessanha é de grande qualidade sintática, semântica e estética, parecendo uma harmoniosa e moderna herança dos grandes clássicos da literatura portuguesa.
Tenho de dizer que o enredo é envolvente e poderoso, tendo a dose certa de narração, descrição e diálogo, conseguindo romancear e arrepiar ao mesmo tempo e deixando-nos com vontade de ler (pelo menos) mais 200 páginas.
Tenho também de dizer que mais uma vez se prova que há muito talento em Portugal e que, se lhe dermos a visibilidade merecida, temos grandes nomes para ficar na nossa História.

domingo, 14 de agosto de 2016

SERÁ CARA A SIMPATIA?

Não gosto de pessoas antipáticas, que não oferecem sorrisos nem dizem "bom dia" a quem passa. Não gosto quando me dirijo a elas e recebo monossílabos ou, em contrapartida, respostas mal humoradas ou fastidiosas. Muito menos gosto quando isto acontece num estabelecimento comercial ou serviços, onde, quanto a mim, os funcionários deveriam ser escolhidos também pelo perfil psicológico e personalidade e não só (quanto muito) pelas habilitações ou experiência.
Não gosto de sorrisos amarelos, frases de queixume gratuitas, olhares de superioridade. Não gosto de falta de humildade, nem de solidariedade. As gargalhadas secas e curtas e os olhares inquiridores (ou, em contraste, vazios e alheios) deixam-me tentada a fechar o espírito a esse alguém e a devolver com a mesma moeda, o que é doloroso e (ou porque) contra-natural.
Gosto de sorrisos abertos, de olhares brilhantes, de abraços apertados e frases bem-dispostas e luminosas, muitas e muitas vezes capazes de mudar, para melhor, o dia de alguém. Gosto quando vejo aparecer estes sinais, aos poucos, nos rosto dos envergonhados ou introvertidos, que acabam abrindo a concha e revelando a pérola que há em si.

Será caro fazer tudo isto?
Ficará dispendiosa a simpatia para quem teima em recusá-la aos outros?
Não sei. A minha é gratuita e gratificante. A minha sai naturalmente e em todo o contrário do que não gosto: sorrio com a boca toda, troco olhares de carinho, conforto ou empatia, digo "bom dia" acreditando que posso, com isso, espalhar um pouco de luz por onde passo.
Sei que sou mesmo assim e que há quem não o seja naturalmente. Mas será caro tentar? Será dolorosa, ao menos, a cordialidade?

Não gosto de pessoas antipáticas. Tornam os dias mais cinzentos e o inverno só começa em dezembro!

Obrigada A. pela inspiração!



sexta-feira, 12 de agosto de 2016

TOP 5 DA HIDRATAÇÃO NO VERÃO - DICAS DA DRINK6

No verão, com a subida das temperaturas, o nosso organismo perde muitos líquidos, correndo diariamente o risco de ficar desidratado. Se não equilibrarmos aumentando a hidratação, várias serão as consequências negativas, quer para a saúde de todo o corpo, quer para a aparência da nossa pele.

Para que isso não aconteça, temos de tomar cuidados especiais nesta época do ano. Por isso, a DRINK6 oferece-nos 5 dicas essenciais para manter a hidratação no verão.


1. Não só água. A água é o elemento fundamental que nos hidrata, mas com o suor perdemos outros nutrientes e vitaminas que devemos repor. (Os sumos de frutas e legumes da DRINK6, hidratam, refrescam e alimentam.)
2. Pele hidratada, pele protegida. A exposição solar resseca a nossa pele. Além de usar sempre protetor solar, devemos revitalizá-la com o consumo de certos vegetais e frutos, como o pêssego, a abóbora, a laranja, o damasco ou a melancia (todos presentes nos sumos da DRINK6).
3. Muito cuidado com os olhos! No verão há mais intensidade de luz e os seus olhos sofrem mais. Para evitar problemas de saúde é desejável consumir frutas e vegetais ricos em zeoxantinas como espinafre, alface, repolho…
4. Faça desporto: Nos momentos do dia em que as temperaturas são mais baixas, devemos continuar a realizar atividades físicas, com as quais ajudamos o nosso organismo a absorver melhor os nutrientes.
5. Às 5 ou a qualquer momento... Para além dos sumos e da água, o chá é sempre uma boa opção. O chá Matcha da DRINK6, por exemplo, proporciona uma hidratação extra, ao mesmo tempo que fortalece as defesas, fornece nutrientes, vitaminas e antioxidantes, reduz o colesterol, os triglicéridos e o açúcar, e ajuda a queimar calorias.

Para mais informação e dicas entre no site: www.drink6detox.pt

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O NASCER DO SOL COMO PRESENTE

Em julho, o meu Simão fez 13 anos.
Parece que foi ontem que o meu primeiro bebé nasceu e a sua infância já lá vai. E que bom é ir, aos poucos, reconhecendo nele algumas marcas do homem em que se vai tornar! E melhor ainda é perceber como algumas das suas boas características permanecem imutáveis.
Nem a irreverência da adolescência lhe apaga o lado doce e emocional.
Nem o materialismo de uma geração que quer "tudo" e quer "já" lhe apaga o lado sensível e puro.
Nem o "estou bem aonde não estou" lhe apaga o brilho dos olhos de apreço pelos mistérios da natureza.

E foi com todo o seu lado bom, meigo e autêntico que pediu de presente à irmã que fizesse com ela a sua primeira "direta" no dia do aniversário. Queria com ela partilhar o "nascer do sol" no seu dia.
E algo me acordou pelas 5 da manhã... e não foi barulho. Estavam os dois na sala em silêncio... acordados, cada um no seu mundo, mas juntos...

"-Vamos ver o nascer do sol, mãe?"

Claro que fomos!
Saímos de casa e procurámos o melhor local.
Arranjámos posições confortáveis e conversámos sobre trivialidades e memórias que nos fizeram rir.
Esperámos... e aproveitámos o momento.
Valeu ouro!







terça-feira, 9 de agosto de 2016

"DIÁRIO DE UM REPOLHO", DE VANESSA CARDOSO

Aguardava uma consulta numa sala de espera quando peguei no livro "O Diário de um Repolho", escrito por Vanessa Cardoso, que me foi oferecido pela Chiado Editora.
Escolhi-o por companhia naquele fastidioso acontecimento por ser pequeno e leve, por ter um design apelativo e por ter um narrador muito especial: um bebé!

O "repolho", João de nome verdadeiro, é ao mesmo tempo contador e personagem principal desta história, alegremente contada na primeira pessoa, em forma de diário pessoal.
A autora desta pequena obra, conta, assim, o primeiro ano de vida do seu bebé, falando de tudo o que o envolve, como as evoluções físicas e intelectuais, as reações à e da família, as primeiras maleitas e descobertas, os sentimentos, as vivências, o quotidiano... Tudo contado na perspetiva do pequeno ser.

Gostei bastante de ler este pequeno livro, que me proporcionou uma hora divertida e de boas memórias.
Foi muito agradável recordar desta forma o primeiro ano dos meus filhos e delicioso imaginar cada um deles a contá-lo aos outros.

Acho a ideia fabulosa e cativante, apesar de não ser um caso único na literatura nacional e internacional.

O design do livro é muito apelativo e a escrita simples e bastante acessível, podendo reunir à sua volta pais e filhos e, até, estar na base de boas conversas entre gerações, suscitando partilhas de memórias entre todos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

OS 3 ERROS DA MUDANÇA

Quem me conhece sabe como sou completamente pro-mudança e como a mesma não me assusta, mas, pelo contrário, me desafia.
Ao contrário do que acontece com muita gente, a mudança não me retira a paz, mas antes alimenta a linha vida, como carburante que não me deixa estagnar nem parar de acreditar no mundo e na vida.
Mas não falo de mudanças físicas nem práticas, como de residência, de trabalho ou de estilo de roupa. Essas, confesso, assustam-me um pouco e cansam-me demais para as decidir deliberadamente.
Falo de mudanças interiores, de desenvolvimento pessoal, de empenho em novos desafios sociais e da busca por momentos de felicidade e de concretização de sonhos.
Por isso, não me canso de ler e de ouvir testemunhos sobre a mudança, pelo que não resisti a assistir à masterclass gratuita "Ganha Clareza na Tua Mudança", oferta do coacher Mário Caetano.
Nesta mini formação online, o conhecido coacher fala-nos sobre os 3 principais erros que cometemos quando queremos mudar e da forma como os mesmos impedem/prejudicam a mudança.
Dos apontamentos que tirei durante a masterclass, fiz um resumo e venho partilhá-lo com quem, como eu, se interessa pelo tema.

OS 3 ERROS NA MUDANÇA 
(NA FASE 1: A INSATISFAÇÃO)

ERRO 1
Muitas vezes não nos dedicamos afincadamente no que queremos, mas passamos muito tempo queixando-nos do que nos falta e culpando essas faltas da nossa passividade. 
Muitas vezes dizemos que não perseguimos os nossos sonhos por falta de tempo, de dinheiro, de amor, de saúde e, até, de um sentido para a vida, culpabilizando tudo e todos à nossa volta por isso mesmo.
para ultrapassar este erro e encarar de frente a mudança, temos de parar de pensar no que nos falta e tomar a decisão interna de acabar com o que nos impede dizendo "NÃO QUERO ISTO" ou "QUERO ISTO", de acordo com a nossa verdadeira vontade.

ERRO 2
Outro dos erros que nos impedem de mudar é assumirmos o papel de vítima, ou seja, acharmos que estamos dependentes dos outros e das situações. Fazendo este papel, desresponsabilizamo-nos e colocamo-nos numa posição de "coitadinhos" e sofredores, encarando tudo como contrariedades.
Passamos o tempo a Reclamar, Criticar e Recear (RCR) quando o que deveríamos fazer era aceitar a responsabilidade sobre a mudança e assumir o papel de líder do nosso próprio destino, passando assim à fase da Responsabilização, da Criação e do Resgate (um novo RCR).

ERRO 3
Outro dos erros que cometemos quando pensamos em mudar é não sabermos exatamente qual o preço a pagar com essa mudança. Isto leva-nos a tomar uma atitude pouco ativa sobre os nossos planos e sonhos.
Se não ponderarmos pormenorizada e antecipadamente as consequências dessa mudança, com todos os contras que possa despoletar, não saberemos se estamos preparados para as enfrentar.
Se aferirmos conveniente e honestamente o preço a pagar, saberemos que ferramentas usar para alcançar todos os objetivos e ultrapassar os obstáculos ou, pelo contrário, teremos a prova de que não vale a pena investir nessa mudança e que temos de encontrar outro sonho para perseguir.
Assim, não desperdiçaremos tempo e energia desnecessariamente.

domingo, 7 de agosto de 2016

"A ESTRELA MAIS BRILHANTE"

Avó,
Hoje sinto uma luz especial à minha volta.
Acordei com o seu brilho, quase lhe toquei ao levantar...
Com ela como manto, senti a alma clarividente, confiante e calma, resistente a qualquer mundo com que pudesse chocar.
Sem grandes rituais, sem momentos diferentes nem especiais,
Deitei os meus pensamentos no seu colo e deixei-me levar.
Sem querer perdê-la como companhia,
Ofereci-nos algumas notas musicais
E inesperadamente me mostraste que eras tu quem me estava a abraçar.

"Lá em cima, 
Que me vejas
Que me dirijas pela noite
Onde quer que estejas
És a estrela
Mais brilhante
E os momentos mais difíceis
Irão passar num instante"

 

DE COMBOIO PELAS PRAIAS... ATÉ À CAPARICA

Ontem fui passar o dia à praia com os miúdos. Fomos para a Fonte da Telha, uma praia de que gostamos muito. Por lá, a areia é fina e o mar é agitado. Sem ser perigoso e estando vigiado, tem ondas que servem de brincadeira e uma temperatura que só custa a aguentar até mergulhar.
Como a viagem não é tão pequena assim, fomos para passar lá todo o dia. Mas o período em que o sol é mais perigoso não é para passar na praia, por isso fomos almoçar tranquilamente e depois decidimos fazer uma pequena viagem de comboio até à Costa da Caparica, onde comemos gelados e visitámos o comércio, como se fossemos verdadeiros turistas.
Há muito que eu e os miúdos ansiávamos por fazer esta viagem e ainda bem que não a adiámos mais, pois foram momentos muito bons os passados a bordo do Transpraia, um pequeno comboio turístico que há 56 anos faz a viagem de 9 kms entre a Fonte da Telha e a Caparica, sempre encostado às praias.
(Conheçam aqui a História do Transpraia!)
Num percurso de 21 paragens pelas diferentes praias existentes entre o início e o fim da viagem, pudemos conhecer cantos e recantos que não sabíamos existir e deixámo-nos encantar com os extensos areais de dunas, com a vegetação característica, com os desportos aquáticos praticados, com bares, cafés e restaurantes, com um mar imenso e diversificado, com ondas diferentes de praia para praia, com casas e casinhas ótimas para férias...
Foi mesmo um passeio muito agradável e relaxante!










sábado, 6 de agosto de 2016

DESABAFO DE SOLIDÃO...

Não foi escrito hoje, mas foi sentido no peito. Infelizmente! Sim, porque prefiro não me sentir só, que a solidão me arrasta para um tempo e espaço de que não tenho quaisquer saudades.
De vez em quando ataca forte... independentemente se estou ou não fisicamente acompanhada.
Quem já sentiu a dor da solidão quando um mar de gente se encontra à sua volta?
Quem já se sentiu intimamente preenchida e acompanhada numa tarde solitária?
Para mim, a solidão é um estado de alma que dispenso convictamente...


"Sinto-me infinitamente só.
Quero sair daqui, mas não sei para onde ir, nem o que fazer... sozinha sinto que não sou ninguém, apesar de saber ter já alcançado tanto na vida.
Sinto-me inútil, dispensável, a mais.
Várias opções me passam pela cabeça; nenhuma consigo só imaginar-me a fazer neste momento. Acho que nem sei ao certo que coisas são essas que tida a gente descobre e faz.... estarão masmorramente presas num lugar inacessível à minha alma?
Não quero estar sozinha. Não gosto, não sei e não consigo.
Apetece-me sair daqui, mas sei que não devo... a única opção que me ocorre como verdadeira e possível é caminhar até casa e isolar-me ainda mais no meu refúgio, no quarto, na cama. Ficar por lá, olhos fechados, lágrimas escorrendo, corpo enrolado em si mesmo, como que procurando formas de se tornar minúsculo e desaparecer.
Na verdade, acho que me apetece mesmo hibernar. Esconder-me numa toca, dormir sem necessitar de comer ou beber nem, tão pouco, abrir os olhos. Respirar o mínimo, não me mexer, não ver nem ouvir ninguém por não querer nem precisar e não porque sim ou porque a vida é assim.
A inutilidade é como areia movediça que nos prende e puxa no sentido contrário aos desejos e aos sonhos, até ao ponto em que, sufocados e cansados, nos deixamos dominar. E aí, mesmo que tentemos voltar a resistir, procurando algo para fazer e metas a atingir, não somos já donos do nosso sentir e pensar.
Porque a solidão, quando me invade e preenche assim intensamente, rouba até a vontade de fazer o que mais amo, reduzindo o prazer a pó que sopro com cada suspiro de tédio ou fastio."

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

UMA TARDE ESPECIAL COM "ART'IN - OFICINAS DE EXPRESSÃO CRIATIVA"

Há muito, muito tempo que estava para vir aqui contar a todos como foi estar com a arquiteta, designer e formadora Cláudia Serra Fernandes num ateliê para os mais pequenos. E, acreditem profundamente, não foi por desinteresse que não fiz fiz mais cedo, pois sou completamente fã do trabalho desta profissional e pessoalmente admiradora da personalidade luminosa desta amiga.


Foi numa agradável espaço de estudo no Barreiro que se reuniram cinco famílias à volta de um projeto que viria a ganhar 3 dimensões. Entre os adultos, que acompanharam os trabalhos dos mais pequenos, estiveram oito crianças empenhadas e curiosas, com idades compreendidas entre os 5 e os 12 anos. Entre elas estavam o meu Simão e a minha Matilde que, apesar de envergonhados, cedo se dedicaram ao projeto que tinham em mãos.
Sim, porque foi exatamente com um projeto que o ateliê "ART'in - Oficinas de Expressão Criativa" teve início. A proposta era projetar numa folha de papel uma casa ou uma divisão da casa.



E foi logo com este projeto que começaram as diferenças a revelar-se de acordo com a idade dos partiicpantes e, até, com o género.
Reparei que os mais novos se preocuparam menos com o projeto ou, melhor, o realizaram com maior simplicidade, sem dar importância a grandes pormenores, mas também arriscando sem medos nem preconceitos, despreocupados com a exequibilidade do mesmo.
Os mais velhos, talvez já com uma visão mais a longo prazo, foram mais contidos e ficaram mais presos à realidade, à funcionalidade da construção e ao design.
Foi muito interessante constatá-lo e depois, quando lhes foi proposto que transformassem o projeto numa maqueta 3D, confirmar estas diferenças.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

"PAIXÃO ALUCINANTE", DE MARTA VELHA

Já conhecia a escritora Marta Velha desde a leitura do seu livro "Amor de Desus", sobre o qual dei a minha opinião AQUI. Também a conheço através da sua página de facebook e tenho muita admiração pelo seu trabalho, quer pela escrita, quer pela forma entusiasmada e perseverante com que se dedica à promoção dos seus livros. (Parabéns, Marta!)

O romance "Paixão Alucinante", editado em maio de 2014 pela Chiado Editora, conta-nos uma história de amor entre três personagens: Lara, Guilherme e Matilde.
Lara é uma jovem e promissora jornalista numa revista da atualidade, onde também trabalha Raquel, a sua irmã gémea.
Num dos seus trabalhos para a revista, é-lhe proposto que escreva um artigo sobre os sonhos das crianças. Sempre bem-disposta, meiga e tranquila, Lara aceita o desafio e inicia um trabalho de pesquisa numa escola da cidade. À turma escolhida para a acolher pertence Matilde, uma criança doce cujo único sonho é ganhar uma mãe dedicada e carinhosa, que a ame e faça feliz o seu pai, o "coração mais doce do que chocolate".
Enquanto decorre a pesquisa de Lara, a revista recebe um novo funcionário, que começa como paquete mas que acaba por se revelar um trunfo na empresa.
Trata-se de Guilherme, um jovem e bem parecido viúvo que se integra facilmente na dinâmica da revista, estabelecendo com Lara uma relação de empatia e cumplicidade mútua, que ultrapassará os limites do emprego.
E este interesse recíproco inesperado na vida de ambos vem pôr à prova os medos e os sonhos dos dois e desafiar os seus planos de futuro.

Tal como aconteceu com "Amor de Deus", gostei bastante de todo o enredo deste livro, apesar de o achar um pouco "previsível" demais, mesmo nas revelações supostamente surpresa. (Também não sei se era essa a ideia da autora!)
Contudo, achei a relação entre Lara e Guilherme muito enternecedora e cativante, baseando-se em sentimentos simples e sinceros, o que a torna real e cria proximidade e empatia com o leitor.
Também as relações entre Lara e Matilde e entre a criança e Guilherme se revelam um ponto forte no livro, intensificado pelas características de cada uma destas três personagens principais.
Gostei muito do caráter ao mesmo tempo realista e romanceado patente na história e na escrita de Marta Velha, o qual dá autenticidade às personagens, às cenas e aos cenários.

Para terminar, tenho de referir que este livro me parece uma boa aposta da editora.
Quero ainda agradecer a simpatia e amabilidade da autora pela oferta deste livro, bem como a ternurenta dedicatória.

domingo, 31 de julho de 2016

"BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES", PELA COMPANHIA BYFURCAÇÃO

Parece que foi ontem, mas já faz hoje 2 semanas que fui assistir à peça "Branca de Neve e os Sete Anões", pela Companhia de Teatro Byfurcação - Associação Cultural, minha parceira aqui no blogue.

Não é estranho começar por dizer que ADOREI a peça. Aliás, nunca me canso de tecer os maiores elogios a todas as produções desta companhia, que já nos habituou à excelência das suas peças. E esta não é exceção.
Eu e os meus filhos rimos o tempo todo e conseguimos encantar-nos do início ao fim com este conto infantil mas intemporal. Estava um pouco na expetativa por ser uma peça mais dedicada à infância e eles estarem já com 11 e 13 anos e numa fase de pré-adolescência que renega a fase anterior. Mas a verdade é que, logo assim que a peça começa, as idades se esquecem e o encanto aparece.

Pegando na história tradicional que todos nós conhecemos, a Byfurcação produz um novo conto, onde as personagens mantém as suas características originais, mas ganham atualidade e carisma. Todas elas são maravilhosas e interpretadas por três atores que cativam e representam com alegria, humor e muito profissionalismo.

O texto é muito divertido e prende-nos às gargalhadas do início ao fim, deixando-nos sempre na expetativa de uma nova cena e da nova versão do conto que ela nos apresentará. E as surpresas acontecem e, mesmo estando completamente por dentro da história original e sabendo já os próximos acontecimentos, a verdade é que a peça consegue maravilhar.
Além disso, através do texto e das personagens, consegue chegar à inocência e autenticidade das crianças e, ao mesmo tempo, à ironia e ao jogo de palavras que diverte as outras idades.

Os cenários são coloridos, divertidos e modernos, acolhendo num só plano todos os ambientes onde ocorrem as várias partes da história.
O guarda-roupa é também maravilhoso e, apesar de adequado à época em que "ocorreram" os acontecimentos do conto, consegue enquadra-se na modernidade do texto, fazendo a ponte entre ele, os cenários e as cenas.

No final do espetáculo, os atores receberam o público para fotografias e alguns dedos de conversa, com muita simpatia e proximidade. Eu fui tirar uma foto com eles e dar-lhes os meus parabéns pelo seu trabalho.



Nesse dia, tive ainda o prazer de conhecer um casal de seguidores deste blogue e a sua filhota, que foram aproveitar o bilhete que ganharam num passatempo de parceria na página do facebook.
Gostei muito os conhecer e fiquei feliz pela oportunidade e por terem gostado bastante da peça, referindo já se terem habituado à grande qualidade dos espetáculos da Byfurcação.
Foi ótimo sentir esta proximidade com quem normalmente só contacto pela internet e perceber que a simpatia por ambos já mostradas em várias situações online é autêntica e ainda maior ao vivo e a cores. São uma família muito querida e fiquei bastante contente por se terem dirigido a mim no fina da peça.
E esta é a opinião de Manuel Pereira que aceitou o desafio de me enviar algumas palavras:

"Olá adorámos a peça. A Byfurcação já não me surpreende porque a qualidade está lá e sempre com muito senso de humor. Obrigado pelo convite."