terça-feira, 16 de maio de 2017

BOLACHAS DE MANDIOCA COM ESPINAFRES (PALEO)

Que tal mais uma receita de bolachinhas Paleo?
Agora que vou interiorizando o conceito desta dieta alimentar, começo a aventurar-me na criação de receitas, incluindo bolachas e outros snacks.
E foi assim que criei as minhas bolachas de mandioca e espinafres, que poderão experimentar e adaptar ao vosso gosto pessoal. (As minhas não ficaram muito doces, mas a malta não-paleo acabou com elas num instante.)

BOLACHAS DE MANDIOCA E ESPINAFRES

Ingredientes:
- 2 ovos
- 2 colheres de sopa de iogurte grego
- um fio de azeite
- folhas de espinafres cruas (a gosto) - eu usei umas 10
- 3 colheres de sopa de farinha de mandioca
- 3 colheres de sopa de polvilho (usei doce)
- 3 colheres de sopa de mel
- 1 colher de sopa de canela
- 1 colher de sopa de sementes de sésamo

Modo de Preparação:
- Juntei todos os ingredientes num recipiente e fui mexendo, tendo o cuidado de ir intercalando os sólidos com os mais líquidos. 
- Bati a mistura com uma varinha mágica, até ficar uma massa homogénea.
- Coloquei pequenas porções num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com polvilho doce.
- Levei ao forno pré-aquecido, a 180 ºC até ficarem cozinhadas.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

«O MELHOR ESTÁ PARA VIR», DE SUSANA SILVA

O último livro que a Chiado Editora me ofereceu chama-se «O melhor está para vir» e foi escrito por Susana Escrita, a autora de «Ao som dos tambores», sobre o qual dei a minha opinião AQUI.

Tenho de começar por dizer que, neste livro, noto um maior amadurecimento e confiança na escrita
de Susana Silva, que continua a mostrar-se cativante e de fácil leitura, levando-nos a ficar presos à história para vê-la terminar num instante.

Desta vez, a autora brinda-nos com um romance, uma história da vida real, um rol de episódios e de vivências dramáticas e de amor, que poderiam ter acontecido com qualquer um de nós. Apela ao coração, fala-nos de sentimentos, desperta os nossos sorrisos e provoca comoção, envolvendo-nos na vida das personagens, com as quais vamos traçando afinidades.

A história tem como pano de fundo o problema da violência doméstica, o qual não é abordado de forma muito intensa, mas que conduz todo o enredo e marca as personagens que vão aparecendo e os momentos mais tensos do livro.

Anita e a sua mãe saem de casa numa noite escura, fugindo do homem que as trata mal e procurando uma nova vida. Sem destino certo, ambas sabem que têm de recomeçar num novo sítio, com novas relações, deixando tudo para trás.
É numa pequena freguesia que as suas vidas recomeçam, graças ao apoio da família de Amália, uma nova amiguinha de Anita, que o destino traz até elas.
Também esta família estava a precisar de ajuda e a comunhão que as duas mulheres e as duas crianças conseguem vai mudar para sempre o destino de todos.

Gostei muito da história deste livro. Muito mesmo.
É um livro pequeno, com apenas 147 páginas, que se lê muito bem e que nos toca de várias maneiras. É um romance com vários dramas, que nos aproximam das personagens e que nos levam a querer ler sempre mais um pouco na ânsia de descobrir um desfecho feliz.

Durante a leitura, não resisti à tentação de sublinhar algumas frases, como se se tratassem de pequenas lições cozinhadas em histórias de vida e sei que, quando voltar a pegar nesta obra, irei lê-las e refletir sobre a vida que tenho e o quanto devo dar graças por ela.

terça-feira, 9 de maio de 2017

«RECORDAR-TE», DE ALEXANDRA CONDUTO

No domingo fui ao lançamento do segundo livro de poemas da escritora Alexandra Conduto, uma poetisa de sentimentos, uma mulher simples, emotiva e talentosa que nasceu e cresceu em Mina de S. Domingos, no Alentejo.

«Recordar-te» é um livro de poemas fantásticos, carregados de amor e saudade, que Alexandra Conduto dedica ao seu falecido pai, um ser humano maravilhoso com quem tinha uma grande cumplicidade.

O lançamento do livro aconteceu no auditório do Museu da Música Mecânica, em Pinhal Novo, reunindo amigos, familiares e admiradores da poesia da escritora, que com ela comemoraram mais este passo no mundo literário, num evento carregado de emoções e de histórias, apresentado pela Dra. Isolina Jarro.

Para abrilhantar o acontecimento, a poetisa contou com alguns momentos musicais com a grande fadista Ana Pacheco, acompanhada por dois fantásticos guitarristas, um deles o filho da escritora, Rafael Conduto. Foram momentos que embelezaram o evento, musicalizando a poesia de Alexandra.

Foto de Victor Conduto



Além disso, alguns poemas do livro foram lidos por amigos e admiradores da escritora, entre os quais a sua própria irmã que, convidada inesperadamente, nos tocou a todos com a grande emoção com que leu um poema de dor e saudade do pai.


Também fui convidada a participar e li dois dos poemas do livro: «Que o céu seja um momento» e «Foi aqui».
Eu estava muito nervosa, pois não estou acostumada a ler poesia em público e em voz alta, mas gostei bastante da experiência, até porque os poemas são maravilhosos e o ambiente estava muito acolhedor.


Foto de Victor Conduto

A mãe da escritora, visível e verdadeiramente emocionada, também quis marcar o evento com um bonito momento musical, cantando-nos o «Hino do Mineiro», profissão do falecido esposo e que tão orgulhosamente foi falada ao logo da tarde.


No final, houve tempo para os habituais autógrafos e para um cocktail com os produtos da nossa região.

Desejo o maior sucesso à poetisa e fica aqui a promessa de aqui vir deixar a minha humilde opinião sobre todo o livro e de propor que Alexandra Conduto me responda a algumas perguntas para a rubrica «Novos Autores».

Foto de Victor Conduto

sábado, 6 de maio de 2017

DESCOBRIR A CABRA SECRETA QUE HÁ EM NÓS... PARTE I

Tenho andado a ler um livro fantástico da Editorial Bizâncio, com o qual me divirto, ao mesmo tempo que reflito sobre a minha forma de estar e de ser, aprendendo como melhorar a minha autoestima e reforçar a autoconfiança.

Na realidade, considero a obra «Descubra a Cabra Secreta que Há em Si», de Elizabeth Hilts, uma verdadeira sobremesa de auto-ajuda, com ingredientes mágicos de bom-humor.
Sem ter aquele «peso» de mensagens tipo «deves fazer assim» ou «tens de ser assim», nem recheio de fórmulas e testemunhos, é um livro cheio de ideias fáceis e exequíveis, escrito de uma forma atual e divertida.

E como estou a relacioná-lo com o meu «eu» e a aprender com ele a valorizar-me, sendo a tal «cabra«» saudável que todos temos em nós e que, muitas vezes, se esconde e nos faz tão mal cá dentro?
Fácil: lendo, rindo (não será esta uma das melhores formas de aprender?), tomando apontamentos e escrevendo por aqui. LOL

O que sairá desta leitura, análise e escrita?
Veremos. (Também estou curiosa.)


PARTE I - TOXIMPATIA VS CABRA EM MIM

Não sei se acontece convosco, mas eu sofro (e já sofri ainda mais) de uma «doença» à qual Elizabeth Hilts deu o nome de TOXIMPATIA: uma simpatia tóxica, que me leva a dizer muitas vezes «sim» quando devia ter dito «não«», acabando por me prejudicar.
Esta «doença» revela-se em mim através da pressão que imponho a mim mesma de ser sempre politicamente correta. Tenho muitas dificuldades em dizer «não» à maioria das pessoas, principalmente a quem está perto de mim, aos amigos e à família, o que não é, de todo, muito saudável, na medida em que, quando estou a aceitar tudo, não penso nas consequências que isso terá para mim, nem se a pessoa realmente merece ou não uma resposta positiva.
É também graças a esta toximpatia que ajo muitas vezes de acordo com o que esperam de mim e que peço desculpa quando algo não funciona, sentindo-me francamente culpada quando não fui capaz de corresponder às expetativas ou os resultados do meu «sim» não foram os melhores.
Claro que esta excessiva postura de pensar primeiro nos outros e depois em mim me tem trazido desvantagens, permitindo que muita gente me «coloque a pata em cima», aproveitando-se da minha boa vontade e desiludindo-me quando sou eu a precisar que me respondam na afirmativa.
Na verdade, acaba por haver uma altura em que, com algumas pessoas, após tantas desilusões e «patadas», não aguentando mais de tanto encher o peito, a alma e o coração, eu «rebento», salta-me a «tampa» e deito boca fora tudo o que quero e não quero, tudo o que queria dizer naquele momentos e mais algumas das mágoas que deveria ter confessado ao longo de (por vezes) anos de convivência.


A CABRA:
E como supera isto a «cabra que há em nós»?

Primeira dica: começar por substituir o «sim» pela frase «não me parece». Ora, experimentem lá!
Assim, ficamos com tempo para pensar na resposta que mais nos beneficiará ou, pelo menos, não nos prejudicará, levado-nos a fazer coisas que não nos apetece ou não gostamos.

Posso dizer-vos que, durante anos, precisei mesmo desta frase, de interiorizá-la e usá-la frequentemente. Tantas horas de trabalho a que me teria poupado! Tanto tempo que teria sobrado para cuidar de mim mesma em vez de cuidar dos outros! Tantas lágrimas teria evitado! Tantas pessoas negativas e tóxicas que não teriam tido a oportunidade de se aproximar demasiado de mim!

Felizmente, em relação ao trabalho, os 11 meses em que estive em casa de baixa ajudaram-me a ser mais cabra, que é como quem diz a proteger-me mais. Mas tive de sofrer as tais desilusões. Entre conversas nas costas, silêncios, juízos de valor, costas voltadas e um telefonema a pedir um «sim» de trabalho em plena doença, várias foram as «ajudas» que recebi e que puxaram para cima a cabra que guardava bem quietinha.

Sem ter de deixar de ser simpática e disponível, como aliás me está na massa do sangue, deixando revelar-se a tal cabra consigo ser mais firme, menos submissa, mais assertiva, mais amiga de mim mesma... e ainda me vai sobrar tempo e paciência!

Por isso mesmo, aconselho toda a gente a soltar mais o seu eu interior, pensando muito si, sem culpas nem medo de ser egoísta. E aposto que este livro vai ajudar a encontrar um caminho muito mais ameno, divertido e livre.

terça-feira, 2 de maio de 2017

"AMOR ÀS CLARAS"... UM NOVO LIVRO... UM NOVO PASSATEMPO...

Há muito que não deixava aqui uma sugestão de leitura. Tenho andado aqui a "meio gás", mas quando me surge algo assim tão fantástico não hesito em vir logo mostrar a toda a gente.
Desta vez, venho apresentar-vos a nova obra de Laura Kaye com lançamento previsto para o próximo dia 17 de maio, numa edição "O Castor de Papel", um selo editorial da 4Estações Editora. Refiro-me a "Amor às Claras", um envolvente e enigmático livro que vem continuar a incrível história de "Corações na Escuridão".

Vamos levantar um pouco o véu e olhar para dentro da nova obra?


E porque não dar já a hipótese a um dos meus seguidores de ser dos primeiros leitores a conhecer esta obra? Claro que é uma ótima ideia!
Vamos a um passatempo?

PRÉMIO:
1 exemplar do livro "Amor às Claras", de Laura Kaye, enviado diretamente pela editora

REGRAS DE PARTICIPAÇÃO:
- Ser seguidor da página do blogue "Faces de Marisa";
- Ser seguidor da página da editora "O Castor de Papel";
- Sigam os blogues dos 2 parceiros: AQUI e AQUI;
- Partilhar publicamente o passatempo numa rede social, identificando 3 amigos na partilha;
- Preencher corretamente todos os dados do formulário. (https://goo.gl/forms/7dQFd0gfHtOeXrki1)

REGRAS DE PARTICIPAÇÕES EXTRA:
- Ser seguidor de "Faces de Marisa" no BLOGLOVIN;
- Comentar um post do blogue (diferente deste);
- Subscrever a newsletter da editora;
- Partilhar publicamente o link do vídeo de divulgação da obra numa rede social. (https://youtu.be/Jsc4gpP6FA8)

NÚMERO DE PARTICIPAÇÕES:
Se cumprirem apenas as regras obrigatórias, é válida 1 participação por seguidor/perfil.
Cada regra extra dá direito a uma nova participação, desde que seja feita uma nova partilha, com a identificação de diferentes amigos, e preenchido novamente o formulário. (Usando todos os extras, poderá preencher 5 vezes o formulário, correspondendo a 5 participações válidas)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

BOLACHAS DE AVEIA PALEO

Tenho de partilhar convosco as minhas primeiras criações de bolachas paleo.
Procurei informar-me, li muito e fui à aventura com um pacote de flocos de aveia...
Foram 2 experiências que resultaram, numa tentativa de tirar o melhor partido dos ingredientes que já tinha cá em casa.
São 100%, sem aditivos e com um saborzinho gustoso.
Falta a aprovação dos não-paleo!

BOLACHAS DE AVEIA E MANDIOCA

Ingredientes:
1 banana
4 colheres de sopa de farinha de mandioca
4 colheres de sopa de flocos de aveia
1 ovo
2 colheres de mel
canela (q.b.)

Modo de preparação:
Aqueci o forno a 180ºC.
Juntei as farinhas numa tigela. Esmaguei uma banana num prato e juntei às farinhas. Misturei.
Juntei o ovo e o mel e mexi muito bem.
No final, juntei canela e mexi melhor até a mistura ficar o mais homogénea possível, apesar de se notar a forma dos flocos.
Barrei um tabuleiro com manteiga dos Açores e polvilhei com farinha de mandioca.
Distribuí o preparado pela forma, de modo a fazer umas bolachinhas e levei ao forno por 15/20 minutos.


BOLACHAS DE AVEIA E LEITE DE COCO

Ingredientes:
5 colheres de flocos de aveia
5 colheres de leite de coco
5 colheres de polvilho doce
2 colheres de sementes de sésamo
2 colheres de mel

Modo de preparação:
Aqueci o forno a 180ºC.
Coloquei o leite numa tigela e, aos poucos, fui mexendo e juntando o polvinho doce e depois a os flocos de aveia. Juntei as sementes e o mel e mexi muito bem, até obter uma mistura mais consistente, mesmo se notando a forma dos flocos.
Barrei uma forma com manteiga dos Açores e polvilhei com pulvilho.
Fiz umas bolachinhas com o preparado e levei ao forno por 15 minutos.

domingo, 30 de abril de 2017

"AS FILHAS DA PRINCESA SULTANA", DE JEAN SASSON

Nunca fui muito curiosa em relação a livros com histórias sobre os países árabes, sobre a cultura do povo do médio oriente ou sobre a vida das mulheres muçulmanas, mas arrisquei a ler "As Filhas da Princesa Sultana", de Jean Sasson, sem saber que, logo nos primeiros capítulos, iria sentir vontade de ler o primeiro testemunho desta princesa saudita.
(Deveria tê-lo feito, deveria ter conhecido primeiro a vida de Sultana lendo o livro "Sultana, a Vida de uma Princesa Árabe", de 1992, onde a princesa conta a sua história de vida, desafiando os homens da sua cultura, o seu povo, revelando acontecimentos que repugna e contra os quais luta.)

Na verdade, todo o livro é um testemunho vivo do modo de estar e de pensar de um povo, das suas
experiências, das suas opções e atitudes tomadas e das consequências que delas advém.
Ao longo de mais de 250 páginas, Sultana "fala-nos" de diferentes fases da vida da casa real dos Al Saud, contando-nos histórias e revelando personalidades, sempre deixando no ar a sua luta pela dignificação e reconhecimento da mulher saudita e pela igualdade de direitos entre géneros.

Gostei de ler este livro, ao qual estive presa durante algumas semanas, lendo apenas algumas páginas de cada vez e em momentos de maior descontração. Não que estivesse escrito de forma complicada ou pouco apelativa, mas porque o seu conteúdo é um pouco "pesado" e algo penetrante, deixando-me a pensar e a querer saber mais cultural e historicamente.
(Não sou muito conhecedora de História, política e cultura dos países do médio oriente, pelo que senti necessidade de me informar, de perguntar, de aprender mais, para melhor compreender e contextualizar o que lia.)
O relato de Sultana está muito bem escrito e toca-nos, sem nos chocar, desperta todos os nossos sentidos e leva-nos até ao seio da sua família, aproximando-se dos seus membros.

Vou mesmo ter de ler o primeiro livro da trilogia, para depois ler o último ("Deserto Real: Lutas e Vitórias da Princesa Sultana", de 2000).

terça-feira, 18 de abril de 2017

COMER FAVAS E SUAS VAGENS...

Desde que adotei a alimentação paleo que ando sempre à procura de formas de aproveitar ao máximo os alimentos bons, rentabilizando-os em diferentes receitas.

No domingo, os meus filhotes vieram do Alentejo, onde estiveram a passar a Páscoa com o pai e os avós paternos, e trouxeram um saco de favas biológicas, que andaram a apanhar para mim, muito contentes porque sabem que adoro.
Ora, como sei que as favas são um dos alimentos da zona cinzenta na alimentação «paleo descomplicado», o que quer dizer que só devemos comer de vez em quando e na época delas, já as congelei para fazê-las guisadas com chouriço ou como acompanhamento. (Sim, porque o rapaz deu-se ao trabalho de as tirar das vagens só para me ver consumi-las!)

No entanto, há uns dias atrás tinha descoberto que há quem consuma também as vagens e fiquei muito curiosa em relação ao seu sabor, bem como ao valor nutricional e às suas utilizações.
E já experimentei!!!
Ontem, para acompanhar um belo bife de peru de cebolada, cozi grelhos, cenoura e as ditas casca e a verdade é que adorei o sabor. Achei parecido com o sabor do feijão verde, mas mais tenro e deleitoso, desfazendo-se agradavelmente na boca.



Bem... agora é descobrir receitas e experimentar.
Para as utilizarmos devemos retirar-lhes os fios laterais e as pontas, lavá-las bem e depois cortá-las. E ficam prontas a ser cozidas ou guisadas.
Já estou a preparar com elas um caldo de legumes para usar em guisados, estufados, sopas...
Já recolhi também a receita de esparregado com as vagens...

VALOR NUTRICIONAL E BENEFÍCIOS DAS CASCAS DE FAVAS

As cascas das favas, assim como as suas sementes, são alimentos ricos em proteínas, em hidratos de carbono, em ferro, em vitamina B e em fibras.
As fibras são essenciais para o bom funcionamento do tudo digestivo, melhorando a digestão, estimulando o desenvolvimento da flora intestinal e regularizando o trânsito intestinal.
As favas ajudam a controlar a pressão arterial e a estabilizar a frequência cardíaca.
Estas leguminosas têm poder antioxidante, retardando o envelhecimento das células e combatendo a ação dos radicais livres, ajudando também na saúde da nossa pele. 
Por ser rica em ferro, fortalece os músculos, agindo na sua progressão e potencializando a ação dos treinos musculares, contribuindo também para a saúde das articulações e, por ser rica em ferro, fortalece o sistema imunitário, prevenindo doenças como a anemia.
As favas têm poucas calorias, pelo que podem ser usadas em situações de perda de peso. Também ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue.
Além disso, graças ao ácido fólico da sua constituição, contribui para o aumento da produção das hormonas do humor e do bem-estar. 

AS FAVAS NA DIETA PALEO

Estudos revelam que os nutrientes presentes nas favas, já mencionados acima, não estão disponíveis para nós, uma vez que existem especificamente para alimentar a semente durante o período de germinação e estão protegidos por uma proteção chamada fitato (ou ácido fítico).
Assim, apesar de todos estes benefícios já referidos, a fava, como outras leguminosas, são alimentos a evitar, pois os anti-nutrientes (ácido fítico e lectina) presentes na sua constituição associam-se a alguns minerais e proteínas de outros alimentos formando complexos insolúveis no nosso organismo.
Uma forma de minimizar este problema é demolhá-las bem e depois deixar que cozinhem bastante.


Ainda tenho muito a aprender acerca deste e de outros alimentos, mas o meu caminho paleo começou há menos de 2 meses e ainda estou a construir a minha própria alimentação paleo.
Na verdade, é conhecendo os alimentos e «ouvindo» o nosso corpo que vamos achando a dieta ideal, pois todos os organismos são diferentes e reagem, naturalmente, de formas diversificadas.

Em mim, as leguminosas costumam provocar uma sensação de inchaço, como se estivesse muito cheia. Fico «enfartada» durante muito tempo, cheia de flatulência e com alguma obstipação.
Por isso, fico-me por comer favas muito de vez em quando, porque ADORO, e sempre as biológicas da horta dos avós dos miúdos, porque sei como são cultivadas e tratadas.

terça-feira, 11 de abril de 2017

SAUDADES DO MEU CABELO #01

Vai já fazer 3 anos que o meu cabelo começou a cair.
Na altura, não liguei muito. Caía mais do que era costume, mas estávamos no final da primavera e toda a gente dizia que era daquela altura do ano. Depois veio o outono. As folhas caem... Os cabelos (parece que) também.
Quase um ano passou. Certo que havia alturas em que caía mais e noutras menos, mas o que me fez ganhar vontade de mostrar a um especialista foi não estar a nascer e começar a dar comichão.
Além da queda de cabelo, naquela fase tinha também manchas no corpo, com pequeninas borbulhas... Parecia equizema ou alergia. Dava muita comichão. Mesmo assim fui adiando as idas ao médico...
Quando finalmente fui, o dermatologista disse que tinha a pele demasiado envelhecida, associou os dois problemas na pele e passou tratamento.
As manchas não passaram. A comichão acalmou. As peladas continuaram como pequeninos ringues de patinagem para piolhos infantis.
Outro dermatologista... noutro hospital... Finalmente um exame mais do que visual... "liquen plano" como diagnóstico. Novo tratamento.
As manchas no corpo desapareceram e a comichão no couro cabeludo passou.
Durante um tempo andei "tranquila", apesar de continuar com a tal normal queda de cabelo.
Passaram uns meses e a comichão voltou.
Nova consulta. Novo médico, porque entretanto a anterior deixou de trabalhar no hospital. Mais observações e um tratamento. Causa provável para grandes peladas à volta das orelhas e várias no resto da cabeça: lúpus.
Desapareceu a comichão, acalmou o desconforto e só o espelho me lembrava que algo não estava normal. (Sim, porque ao ralo completamente tapado em cada banho acabei por me habituar!)
Não fui fazer as análises que me foram passadas... não voltei lá a mostrar o resultado... desleixei-me, desliguei-me, acomodei-me... Acho que, na minha cabeça,  estava muito a ideia de ser uma herança do meu avô e agi sempre inconscientemente.
Mas chega! Tenho de voltar ao médico. Tenho de fazer alguma coisa para ter o meu cabelo de volta.
Tenho saudades de ter muito cabelo.



sábado, 8 de abril de 2017

"SEM SANGUE", DE ALESSANDRO BARICCO

Não tenho andado muito agarrada à leitura, mas tenho sentido vontade de ir às estantes e começar a ler os livros que lá guardo há muito tempo à espera da minha atenção.
Foi o que fiz com o livro "Sem sangue", do escritor italiano Alessandro Baricco, autor de "Seda", um best seller internacional.

Este é um livro intenso e penetrante, que nos agarra do início ao fim. São pouco mais de 150 páginas de cortar o fôlego, que se lêem sofregamente e que criam imagens reais e poderosas na nossa mente, apesar de, segundo o autor, esta ser uma história com personagens e factos fictícios.

"Sem sangue" está escrito em apenas dois capítulos, que correspondem a dois tempos e espaços
distintos em que se conta a história de vida das personagens, no centro das quais está Nina, uma criança/mulher corajosa e enigmática.

Nina é apenas uma pequena criança quando assiste à morte do seu pai, Manuel Roca, às mãos de um grupo de inimigos. É escondida dentro de um alçapão que vê esta morte acontecer, escapando, assim, ao mesmo destino que o irmão mais velho.
No entanto, antes de abandonar a sua casa após os assassinatos, um dos inimigos descobre o esconderijo de Nina. Condoendo-se do olhar terno e frágil da criança, o homem não a denuncia aos seus colegas, dando-lhe, assim, a hipótese de sobreviver.
Mais tarde, já mulher, Nina vai à procura desse homem e é no encontro dos dois que ficamos a saber de que forma o episódio marcou para sempre a vida de ambos.

Gostei muito da escrita de Alessandro Baricco, escritor italiano que não conhecia, mas em cuja bibliografia fiquei interessada.
Num estilo realista contemporâneo, o autor de "Sem Sangue" usa uma narrativa simples e direta, com muitos diálogos e poucas descrições espaciais. Apesar de quase não usar figuras de estilo nem vocabulário erudito, consegue narrar acontecimentos e sentimentos quase de um forma poética, que segue direta às nossas emoções, despertando-as e não nos deixando indiferentes.

A história deste livro é cativante e, de algum modo, impactante, mexendo com os nossos pensamentos e emoções.
Sem referências que nos permitam identificar o tempo e o espaço em que tudo acontece, várias imagens se apoderam da nossa mente durante a leitura, conduzindo-nos numa viagem pelos nossos conhecimentos em busca de correspondências históricas e geográficas.
As personagens principais, que identifico com sendo Nina e o homem que fingiu não a ter visto naquele alçapão, mostram um caráter forte e íntegro, que vamos conhecendo com o desenrolar da história.

domingo, 2 de abril de 2017

SOMOS O MAR...

Somos o mar...
Inquieto, rebelde, agitado
Dono de ondas que abraçam 
Que abocanham e apertam 
Que despertam
Acordando o mundo à sua volta
Com ira, fúria, revolta
Com paixão crua e pura
Incontrolável calor, ternura.

Somos o mar...
Que regressa, recua, se retrai
Arrastando em seus braços 
Sinais, momentos, pedaços 
Que interioriza e reflete 
Que o acalmam
Entrando num mundo tão seu
Onde ama e promete 
O sonho, a vida, o céu.

Somos o mar...
Que para, descansa, adormece 
Quando o tempo apacifica
Quando o amor acontece 
Que segreda, assobia, sussurra
Embalando em seu colo de paz
Outro mar que conhece
E que preenche, conforta, satisfaz.


sábado, 1 de abril de 2017

"O GATO DAS BOTAS" - O TIL NO "TEATRO ARMANDO CORTÊS"

Todos os anos, em março, as turmas de pré-escolar e 1.º ciclo do meu agrupamento vão ao teatro. É uma atividade que faz sempre parte do plano anual e que permite uma experiência única e inesquecível a todas as crianças.
Este ano não foi exceção e desta vez voltámos a escolher uma peça do TIL (Teatro Infantil de Lisboa), em cena no "Teatro Armando Cortês". Todos os anos a peça de destaque é diferente e atualmente está em palco "O Gato das Botas".

Gostei imenso da peça!
É divertida, movimentada, alegre... este ano até multircultural. 😉
Os cenários são magníficos e elaborados ao pormenor, sempre adequados às crianças, mas também com elementos que os adultos entendem melhor.
O texto também... Os miúdos entendem-no bem, quer nos diálogos, quer nas letras das canções, e os adultos são brindados com algumas "piadas" e "trocadilhos" que nos provocam risos e gargalhadas. Gosto bastante da dinâmica de emoções presente em toda a peça, jogando com momentos de brincadeira, de ternura, de maldade, de susto, de magia...
O guarda-roupa é uma coleção que nos deixa encantados. Os fatos e adereços são coloridos, criativos e diversificados, concretizando a nossa imaginação do mundo da fantasia. Apetece-me sempre pular para o palco e experimentá-los. (Curiosamente, o fato de que menos gostei foi o do gato.)
As canções e danças também são bastante apelativas e envolvem o público de forma entusiástica, algumas vezes convidando-o mesmo a participar. 
E é a qualidade da encenação e do trabalho dos atores que dá vida a tudo isto e que proporciona uma hora de magia para adultos e crianças.

Eu gostei muito e os meus alunos também, por isso recomendo a todos que aceitem a proposta e levem os filhos ao teatro.


terça-feira, 21 de março de 2017

EU E AS MINHAS TURMAS

Algumas vezes culpei a sorte. Noutras, o azar. Achei que era a minha sina ou que talvez Deus tivesse uma missão para mim. Ponderei serem energias conspirantes os desviantes...
A verdade, mesmo verdadinha, é que não é nada disto.
É mesmo assim... porque eu também sou assim e não sei ser de outro modo. (E acreditem que já tentei!)

Bem, mas parece que estou a começar a mensagem pelo fim!
Vou dar a volta à conversar...

Comecei a lecionar em 1999 e foi só em 2007 que me foi «entregue» a primeira turma a quem daria continuidade de trabalho por mais do que um ano letivo. Confesso que foi um momento marcante na minha carreira, pois sempre acreditei que uma das grandes vantagens de ser professora do (e no) 1.º ciclo é precisamente o poder acompanhar as bases das aprendizagens, vendo-os crescer em corpo, em mente e em sabedoria. Claro que quando trabalhamos apenas um ano com uma turma, após tantas horas e dias de convivência e de partilhas, acabamos por também os acompanhar bastante e criar laços que jamais esqueceremos, mas poder vê-los passar de somas simples a frações ou de pequenas palavras lidas a ótimos textos escritos é um privilégio que não tem comparação. 

Desde que tive o prazer de trabalhar durante 3 anos com a minha «Turma dos Golfinhos», que adorei (e adorarei sempre), já estou no terceiro grupo e as evidências começam a não poder ser ignoradas: há efetivamente características em comum entre todas as minhas turmas e tenho de aceitá-las como uma consequência real da minha forma de trabalhar com elas e daquilo que eu sou naquela que é a minha segunda família, dentro daquela que é a minha segunda casa.
Não vou fugir a este facto... não vou fazer dele um cavalo de batalha (como fiz algumas vezes)... nem vou fazer por ser diferente. Afinal, há duas características (ou qualidades?) em mim de que me orgulho e que entram como personagens importantes nesta história: a coerência e a autenticidade.

Porque sou coerente, não sou na escola aquilo que não sou fora dela... não exijo que façam aquilo que não me esforço por conseguir fazer, não atribuo culpas para me desculpabilizar, não digo e faço coisas diferentes, não peço aos pais que não sejam pais, nem às crianças que não sejam crianças... E penso sempre que sou exemplo para aqueles miúdos. E acredito que a coerência resolveria mais de metade dos problemas relacionais nas escolas (e não também no mundo?) e que todos somos mais seres humanos quando aquilo que dizemos está de acordo com o que fazemos e com que esperamos dos outros.
Se isto tem um lado mau? Tem. 
Se tem um lado bom? De certeza absoluta!

Porque sou autêntica, não consigo fingir que não adoro crianças. Não consigo fazer cara séria quando estou a ensinar os conteúdos de que mais gosto. Não consigo que os miúdos adorem um tema que me diz muito pouco. Assumo quando não sei algo... Peço ajuda se precisar. Dou mais gritos quando estou menos bem, cansada, zangada ou com algum problema, brinco muito mais quando consigo aceitar o dia a dia com otimismo ou quando estou feliz por algo que aconteceu, sorrio e dou gargalhadas se acordo bem-disposta ou começo logo a ralhar ao primeiro disparate se dormi com os pés de fora. Rio de uma anedota que tenha graça (mesmo que fora do contexto) e choro se a desilusão for grande, se um deles estiver a sofrer ou quando me emociono com os seus sucessos. Mostro os dentes e arregalo os olhos. Não sou igual a ninguém (nem quero ser) e não tento ser quem não sou.
Se isto tem um lado mau? Tem.
Se tem um lado bom? De certeza absoluta!

Todas as minhas turmas têm características semelhantes. Mesmo!
E eu sou mesmo «culpada»... para o bem e par o mal

Tenho tanto para contar sobre isto... Não faltarão posts!👸

segunda-feira, 6 de março de 2017

FINALMENTE CONHEÇO... O NOVO LIVRO E CD DE MIGUEL GIZZAS


 

Já fez uma semana que tive o privilégio de voltar a ouvir cartar Miguel Gizzas, desta vez na Fnac do Almada Fórum e com a companhia da minha filhota Matilde.

Miguel Gizzas apresentou o seu novo romance musical que, tal como o primeiro, é composto pela história contada num livro e pelas músicas a ela associadas, uma por cada capítulo.
«O dia em que o mar voltou» conta-nos e canta-nos uma história. E já começou a encantar-nos cá por casa.

Ainda não comecei a ler o livro, mas estou bastante curiosa, até porque, ao contrário do que aconteceu com «Até que o mar acalme», não consegui resistir e já ouvi várias vezes o CD, o que aumentou bastante as minhas expetativas.

No evento, Miguel Gizzas cantou temas deste novo trabalho, mas também nos brindou com alguns dos êxitos do primeiro CD, os quais cá em casa conhecemos muito bem.

Continuo a encantar-me com a sua forma terna, emotiva e expressiva de interpretar cada tema, bem como com a sua voz e apresentação em palco. Parece que consegue dar vida às músicas e levar-nos quase a acreditar que retratam uma vida e não uma parte de um enredo de ficção.

No final, mais uma vez, o cantor/compositor/escritor brindou-me com a sua simpatia e simplicidade, deixando no ar a hipótese de mais uma parceria com este meu cantinho na internet. (Que orgulho!😀)

Por agora, deixo-vos com dois temas que adoro, um de cada romance musical.

 

sexta-feira, 3 de março de 2017

COMPRAS A TENTAR PALEO #1

Estou à vontade para dizer que ainda ando meio perdida nas compras, apesar de continuar motivada.
Já fui às compras depois dos primeiros dias e comprei mais alguns «bons» produtos, mas gostaria de partilhar as minhas primeiras compras e aproveitar para falar um pouco sobre os alimentos.

Compras feitas no Lidl

- QUEIJO QUARK: Comprei o queijo fresco batido da Milbona a pensar tratar-se de um queijo quark, no entanto não leva natas. Apesar de ser bom, poderia ter mais matéria gorda e este é de 0%. Estes queijos podem ser utilizados em muitas receitas, como quiches, bolos, panquecas... eu usei o queijo da imagem para fazer tostas (sem pão) e ficaram muito deliciosas. Fiquei a saber mais sobre as propriedades deste queijo AQUI.

- QUEIJO GOUDA: Parece que aqui acertei em cheio. LOL Já o usei em saladas e no ovo mexido, mas também comi à refeição. Parece-me um bom aperitivo. Gostei da combinação com abacate. É muito saboroso. Derrete facilmente e pode ser usado em muitas receitas. Tem um bom valor nutricional. Livro digital sobre queijos AQUI.

- PRESUNTO: Nunca fui muito apreciadora de presunto, mas arrisquei nesta compra e não desgostei. As fatias são finíssimas, o que o torna menos enjoativo e já me vou habituando ao sabor. É um alimento muito bom para esta dieta, pois dá a sensação de saciedade por mais tempo. Eu gostei muito da combinação com os ovos, mas o presunto pode ser incluído em bastantes receitas.

- OVOS: Parece que é mesmo o alimento mais completo que existe, rico em proteínas, vitaminas e gorduras «boas». Podemos comer ovos de todas as formas, mas é importante ter em atenção a gordura usada na sua confeção. Eu uso manteiga nos ovos mexidos. Ainda não fiz omeleta, mas vou experimentar usando azeite ou óleo de coco (estou curiosa em relação a este). Os melhores ovos são mesmo os das «galinhas felizes», ou seja, dos animais que são alimentados no solo e ao ar livre. Estes são muito ricos em Ómega3.