quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SERÁ QUE ME RENDO À DIETA PALEO?

A primeira vez que ouvi falar da dieta Paleo foi há cerca de dois anos.
Uma amiga minha rendeu-se a este tipo de alimentação e ficou fantasticamente elegante, apesar de comer alimentos saborosos e ricos em gordura. Eu bem via as iguarias que mostrava a todos... Bem sabia como comia de forma rica e saborosa e continuava em ótima forma...
Se bem que sempre foi uma mulher com muita classe e um ótimo peso, a minha amiga conseguiu mesmo perder algum sem grandes sacrifícios e isso, na altura, deixou-me entusiasmada.

Depois passou...
«Dá trabalho.» Pensei eu.
«Não sou capaz.» Também pensei (e ainda não estou convencida de que sou.)
«Não deve ser bem verdade.» Confesso que pensei também.

Passou mesmo...

Até há uns dias atrás, quando fui por ela adicionada a um grupo de facebook especialista neste tipo de alimentação e senti-me novamente tentada. E estou... não tentada, mas a tentar.

Comecei na terça-feira. E eu, que adoro pão, massa e arroz, que tenho dificuldade em resistir a um bolinho numa pastelaria (principalmente acompanhando o café), que não tenho paciência para arranjar merenda para levar para a escola e que não sou propriamente fã de andar às compras, já consegui três dias sem consumir nenhuma destes alimentos e já fui 2 vezes às compras à procura de alimentos diferentes e indicados.

Confesso que me sinto muito perdida e que me apetece estar sempre a perguntar ao pessoal do grupo se posso/devo comer isto ou aquilo, mas a ideia é não ser radical, começar ao meu ritmo e não complicar a situação, pois tudo isto me levará mais facilmente a desistir.
Vou fazer muitas asneiras (a pensar que estou a fazer bem) e ficar indecisa muitas vezes, mas vou procurar aceitar sempre isto com naturalidade e não perder a motivação.

E porque acredito que, convosco desse lado partilhando experiências e saberes, receberei uma força e energia extra, decidi aqui ir deixando algumas das minhas descobertas e aprendizagens. Afinal, este meu cantinho na internet sempre serviu para me ajudar a pôr as ideias no lugar e a motivar-me no dia a dia.

Para começar, deixo as dicas que lá no grupo me enviaram para eu ler e que estão disponíveis na página PALEO XXI:

  1. Mantém-te disponível para mudar hábitos. Tenta perceber e não copiar.
  2. Tu és único: há uma paleo que se adapta a ti. Testa-te. Tens tempo.
  3. Pensa simples: comer é uma necessidade básica, não complicada.
  4. As boas gorduras serão aliadas úteis.
  5. Come legumes, ovos, carne e peixe até ficares saciado.
  6. Evita alimentos processados industrialmente. Se tal não for possível, saber ler rótulos é fundamental.
  7. Põe de lado o trigo e espécies semelhantes (todos os cereais com glúten são dispensáveis).
  8. Evita açucares e alimentos com amido. Por princípio, evita leguminosas: não devem constituir a base da tua alimentação.
  9. Prefere fruta da época e não exageres no seu consumo.
  10. Derivados de leite (gordos, não UHT) e fermentados podem ser amigos.
  11. Afasta o stress; descansa o suficiente. Apanha sol.
  12. Mexe-te. Não é preciso virar atleta, mas o exercício é útil e saudável.
  13. Paleo não é religião. Não é matemática. Não tem hora. Paleo é natural e é saúde.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

PARA UMA PELE PERFEITA - DICAS ORIFLAME

Foi com a Oriflame que chegou a minha vontade de saber mais sobre maquilhagem. E, aos poucos, estou aprendendo. (Pelo menos enquanto não faço um curso mais a sério e intensivo.)

E como não gosto de ficar com os conhecimentos só para mim, hoje apetece-me escrever um pouco sobre como conseguir uma pele perfeita com os primeiros passos da maquilhagem. Acho que poderão ser úteis para algumas mulheres que, como eu, precisam de aprender mais sobre beleza.


1- Aplicar a base para maquilhagem para refinar os poros, suavizar as linhas finas e criar uma pele perfeita para que a maquilhagem dure mais tempo.

2-
Aplicar uma base de cor com um pincel plano, para uniformizar o tom de pele e revelar uma aparência mais luminosa e jovem.

3- Utilizar o corretor para cobrir totalmente as imperfeições e revelar uma pele com aspeto perfeito.

4- Terminar com uma camada de pó solto para criar um acabamento nude perfeito.


OS PRODUTOS:

Base Giordani Gold por 14,95€ / Base The One por 5,95€


 Base de Cor Giodani Gold por 17,95€ / Base de Cor The One por 9,95€

 Pincel Plano Giodani Gold por 4,95€
 Corretor Giodani Gold por 11,95€ / Corretor The Onde por 7,95€

 Pós solto Giodani Gold por 17,95€ / Pó solto The One por 17€

Conheçam estes e outros produtos na minha loja online: http://beautystore.oriflame.pt/LUNAMARISA


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

«INSÓNIA», DE J.R. JOHANSSON

Há já vários meses que a «4 Estações Editora» gentilmente me ofereceu o livro «Insónia», escrito por J. R. Johansson.

Curiosamente (ou talvez não), decidi pegar nele precisamente num dia em que o sono não chegava, estando a cabeça a pedir uma nova história à qual se dedicar. 
Adequado o tema à realidade, motivante a sinopse e encantadora a capa, melhor livro não poderia ter escolhido naquele dia, pois a ele fiquei agarrada do princípio ao fim.

«Insónia» tem como principal personagem Parker Chipp, um jovem de 16 anos com uma vida social aparentemente normal, mas que esconde um problema que poderá levá-lo à loucura e à morte: não dorme há cerca de 4 anos.
Na realidade, todas as noites, em vez de dormir de forma tranquila, Parker entra nos sonhos da última pessoa com quem cruzou olhares antes de adormecer, o que o leva a viver experiências muito intensas e a andar esgotado durante todo o dia.
Quando a situação está já bastante grave, o protagonista conhece uma nova colega de escola e, quando entra nos seus sonhos, descobre que é possível voltar a dormir descansado. Mia só tem sonhos tranquilos e serenos, o que permite que Parker repouse e recupere energias, transmitindo-lhe esperança de vida.
Mas, para isso, o rapaz terá de cruzar o seu olhar com o de Mia todos os dias antes de dormir, o que se transforma rapidamente numa espécie de vício diário, que o leva a ultrapassar vários limites, ao ponto de afastar de si os melhores amigos.

Gostei muito de ler esta obra de ficção, cuja história é bastante cativante e surpreendente, prendendo o nosso interesse do início ao fim.
As personagens são divertidas e muito reais, contrastando com os seus sonhos, todos eles uma versão meio louca da realidade, vivências e aspirações de cada uma.
O protagonista é empático e conseguiu, desde cedo, a minha cumplicidade, sentindo-me quase como uma confidente dos seus medos e desejos e levando-me a acreditar nele até ao desvendar de todos os mistérios.
A historia vai crescendo de interesse com o passar das páginas e conseguiu surpreender-me por diversas vezes, terminando com um final mesmo inesperado.

Gostei bastante da forma de escrever da autora, que usa uma linguagem muito acessível sem ser demasiado simples. Escreve sem descrições espaciais muito pormenorizadas, mas de forma que conseguimos quase visualizar os acontecimentos e as personagens. Usa diálogos ricos e que nos aproximam do viver e do pensar das personagens.

Envolvendo personagens e um cenário muito jovens, parece-me um livro bastante apelativo para jovens-adultos que gostem de um bom enredo e de se identificar com elementos da história contada.

Aconselho vivamente a sua leitura e, em parceria com a editora, OFEREÇO um PREÇO ESPECIAL a quem quiser adquiri-lo através do e-mail lunamarisa91@gmail.com.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

EM NOSSOS DEDOS...

Não sou muito de símbolos, mas sou uma mulher de mimos e de carinhos, sensível a demonstrações de afeto e de ternura. Acredito mais em atos do que em palavras (apesar de gostar do aroma e da doçura delas) e confio mais num colo ou abraço apertado do que num beijo longo e molhado, mas não nego o romantismo como forma de encantamento de emoções, poderoso elixir da autoestima.

Por isso, nesta minha nova vida, neste novo mar de sentimentos no qual navego, entrou um símbolo de união e paz, de comunhão e companheirismo: a aliança.
Como sinal de compromisso, de fidelidade e de amor, foi com a serenidade dos quase quarenta que decidimos usá-las. Não provam, mas assumem o que somos um para o outro e o que seriamente queremos continuar a ser...

Acreditando na pureza e franqueza dos nossos sentimentos, bem como na simplicidade que, desde sempre, faz parte da essência de cada um de nós, escolhemos a prata como material e deixámos as decorações apenas entregues aos nossos nomes próprios.

Não tínhamos grandes exigências para além destas... o aro de prata, dois nomes e (coincidentemente) a mesma medida.
Queríamos também que viessem até nós pelas mãos de uma amizade que estivesse do nosso lado e entendesse os nossos "eus". Por isso, a proposta de as tornar realidade só podia ter um nome, uma marca... MORIM JÓIAS.

Esta é uma marca amiga, próxima, parceira. É mais que uma loja de jóias, que um bazar online, que uma galeria de produtos de ourivesaria e relojoaria... É uma porta aberta para realizar os nossos caprichos, sejam eles simples (como os nossos) ou mais requintados.
A ela sentimo-nos gratos pela forma dedicada com que aceitou o nosso desafio e pela beleza que trouxe às nossas mãos...






Foto de Morim Jóias.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A AMAR...

O amor é mesmo assim: apanha-nos na sua rede, revela o nosso verdadeiro eu, envolve-nos com a sua intensidade.
E eu só sei amar assim... intensa e loucamente, dedicada e persistentemente.
E estou amando... amando muito.

Começou com uma amizade inesperada entre duas pessoas aparentemente muito diferentes e com experiências de vida distintas e afastadas. Começou como começam todas as amizades: apresentações, conversas, partilhas, descobertas de pontos em comum, confidências, apoio mútuo.
Para quem acredita em auras, acho que a nossa é da mesma cor... quando limpa e luminosa.
Nessa altura, ambos precisávamos de rir, de sentir que éramos valiosos, de experiências diferentes das do passado, de voltar a acreditar no futuro. Ambos precisávamos de amor.

Ele descobriu primeiro que não iríamos ser apenas amigos.
Eu fiquei mais na descoberta, aproveitado os mimos (de amigo), os galanteios (de apaixonado) e as saídas divertidas (das duas vertentes)... Fiquei na expetativa... Fui-me apaixonando... Fui gostando...
Mas quando dei conta... o tocar pele com pele num abraço ou carinho mexia comigo, o perfume sentido num beijo na cara durante o cumprimento e a despedida arrepiava-me da cabeça aos pés, o som das mensagens ou das chamadas no telemóvel aceleravam o meu batimento cardíaco... tantos e tantos sinais de que amizade já não estava sozinha e de que o amor e a paixão tinham ganho lugar entre nós.

E depois foi uma nova descoberta.
Foram os encontros e desencontros, as adaptações, as semanas maravilhosas como se não houvesse amanhã, os momentos difíceis de duas almas que se sentem unidas noutro plano mas que não dominam o que é terreno nem as cicatrizes doutros tempos, os dias de sol brilhante em que conseguíamos ver até ao outro lado do arco-íris e os de chuva torrencial que nos levavam a esconder-nos cada um na sua toca de emoções...
Foram meses de novas vidas, novos sentimentos, novas canções e poesias, de novas experiências...
Foram meses de descoberta interior, de encontro com a tal alma semelhante e aura do mesmo tom, de procura e encontro da luz que ambos temos e que fomos aprendendo a usar em nós mesmos.

E sempre amando... sempre acreditando que o outro amava... sempre querendo esse amor intenso e poderoso que não faz nada de mansinho, mas arrepia, enche e preenche, persiste, impera, ergue e nos faz levitar.
Sempre amando contra todas as marés, num sentimento mais forte que madeira e ferro, mais intenso que fogo e gelo...

A tranquilidade acabou por chegar. A paz, o encontro, a cumplicidade já sem palavras (mas com pensamentos trocados sem sons), a coesão, o companheirismo, a ternura serena e doce, o colo, o afago, a recompensa quando o mundo lá fora foi cruel e o eu interior precisa do outro eu para erguer a cabeça e o coração, os suspiros de graça e felicidade, os dedos que se cruzam só para as almas dizerem «estou aqui»...
Essa tal de serenidade que só desaparece para dar lugar ao que é explosão e fulgor quando os corpos se tocam e falam em segredo no silêncio de um momento só a dois,,,

AMO-TE, LUÍS.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

«SÓ NÓS DOIS», DE NICHOLAS SPARKS

Há muito tempo que não lia um livro de Nicholas Sparks e ainda há mais que não devorava uma obra com mais de 500 páginas (e em tão pouco tempo).
Mas o meu romancista preferido é assim: capaz de me prender página a página, capítulo a capítulo, numa ânsia de conhecer cada vez mais e melhor a história dos personagens, surpreendendo-me, encantando-me e vivenciando os acontecimentos quase como se fossem reais.

«Só nós dois», o mais recente romance do escritor norte-americano, tem o publicitário Russell Green
como personagem central e principal.
Trintão e profissionalmente bem sucedido, Russ vê a sua vida mudar completamente quando tem de lidar com dois acontecimentos marcantes: um despedimento e uma separação.
Sem saber muito bem como tudo aconteceu tão rápida e inesperadamente, o protagonista vê-se sozinho com a sua filha de 5 anos e a necessidade de mudanças a vários níveis, o que constitui um desafio enorme e lhe permite um melhor conhecimento sobre si mesmo e sobre a felicidade.
E será o recomeço, a nova vida e as relações que nela (re)estabelece que mudarão para sempre o destino de Russell, intensificando o amor que sente por três mulheres únicas, para as quais é o homem mais importante das suas vidas.

Que poderei dizer mais sobre este livro?
Posso dizer que o adorei, que me perdi nas suas páginas esquecendo o mundo à minha volta, que sorri, que chorei, que me identifiquei com muitos momentos e emoções, que fui capaz de o visualizar como se se tratasse de um caso real e não de ficção...
Também posso dizer que achei as personagens principais encantadoras, cada uma ao seu jeito, e que, ao longo do livro, consegui estabelecer com todas elas uma relação de empatia, independentemente do papel que assumiram na história.
Posso ainda referir que gostei de sentir a força das personagens femininas e a influência positiva que todas elas tiveram na vida do protagonista e que me deixei encantar pela relação paternal entre este e a pequena e doce London.

Este livro trouxe com ele uma novidade no mundo literário de Nicholas Sparks: uma banda sonora exclusiva, disponível para DOWNLOAD, constituída por 4 temas musicais de JD Eicher.

Deixo-vos com um desses temas:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

«O ESCULTOR DE ALMAS», DE MÁRIO DE MOURA (DeMoura)

Uma das editoras com quem mais gosto de trabalhar em parceria é a «4 Estações Editora», que publica os seus livros sobre a chancela «O Castor de Papel». cujos editores são Mário Mendes de Moura e Ione França, dois profissionais empreendedores e dois seres humanos encantadores.
Esta editora tem dado o maior apoio a este blogue e confiado nas minhas opiniões e sugestões, o que tem muito valor para mim. Sempre fui e serei sincera no que aqui escrevo e dá-me uma grande satisfação e orgulho ter do meu lado profissionais de qualidade que, com humildade, aceitam e valorizam o que penso e sinto sobre o seu trabalho. Um bem-hajam. 😍

E é sobre uma obra de um destes grandes editores que hoje vou escrever algumas palavras.
«O Escultor de Almas» é um romance de DeMoura, o pseudónimo literário do editor, que chegou às minhas mãos logo no início da parceria mas que, infelizmente, só li em outubro. (Não sei bem o porquê desta demora, mas quem me dera ter lido antes!)

Os protagonistas deste livro são duas pessoas muito diferentes, cujas vidas se cruzam ocasional e inesperadamente.
Filipe é um homem culto e charmoso. Empresário no ramo da publicidade, a sua carreira encontra-se em ascensão e o futuro prevê-se promissor.
Érica é uma mulher jovem, inteligente e bonita, que procura uma oportunidade de carreira e luta com garra pelos seus sonhos.
Apesar das diferenças entre os dois, Filipe e Érica têm também muito em comum e, ao deixarem-se encantar um pelo outro, vêm as suas vidas mudar completamente, tanto durante a relação amorosa que constroem, como quando uma gravidez interrompida voluntariamente acaba por separá-los.
Este livro conta-nos, a três vozes, o passado e o presente desta marcante história de amor, levando-nos a conhecer as versões dos dois apaixonados e a acompanhar o reencontro uns anos depois da separação.

Tenho mesmo de começar por dizer que gostei bastante de ler este livro e que fiquei agarrada a ele desde o início até ao fim.
«O Escultor de Almas» é um romance delicioso, que nos conduz por sentimentos bem fortes como a paixão, o amor, a angústia, o deslumbramento, a raiva, o ciúme, o orgulho... 
É uma história narrada, mas também contada na primeira pessoa pelos protagonistas, o que nos aproxima bastante de cada um deles, ao ponto de criar empatia e de (quase) conhecermos um pouco do seu íntimo, das suas razões e motivações, dos seus medos e sentimentos.
A forma como o livro está organizado facilita esta proximidade com as histórias e as personagens. Para além de ter capítulos narrados pelo autor (e escritos em letra preta) e outros pelos próprios protagonistas (em letra verde), também apresenta a história de forma não sequencial, o que desperta a curiosidade do leitor e proporciona algumas surpresas.
Bem equilibrada em relatos, descrições e diálogos, a escrita de DeMoura é cativante, leve, ritmada e de fácil leitura e compreensão, indo bem ao encontro do que o leitor precisa para se deixar envolver pela história.

Para terminar, só posso dizer que foi um enorme prazer conhecer «O Escultor de Almas» e a escrita de DeMoura, pelo que agradeço de coração à editora por esta oportunidade.

E como acredito que os meus seguidores também irão adorar este livro, deixo aqui a todos a possibilidade de o adquirirem com 20% de desconto.
Para tal, basta contactarem-me pelo e-mail lunamarisa91@gmail.com e fazerem o vosso pedido, recebendo comodamente o livro em casa, enviado pela própria editora.

domingo, 8 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA... AO SOM DE UM FADINHO

Chove...
Vou no carro...
O tempo está frio, o céu está completamente nublado...
Estou a conduzir e ligo o rádio do carro. Procuro aleatoriamente uma estação e, depois de muito insistir, que a antena não encontra facilmente uma sem interferências e ruídos, paro na «Rádio Amália».
Toca um fado qualquer. Não o conheço. Não me diz nada, nem pelas palavras, nem pela voz do fadista que, cantando afinado, desconheço.
No entanto, o conjunto (o tempo nublado, a chuva a cair, o som do fado, a melodia, o som da guitarra...) me conduzem 30 anos para trás.

Estou em Palmela, em casa dos meus avós maternos. Era lá que se ouvia muito fado.
A minha avó Delmira acompanhava os que conhecia, cantarolava os que ia aprendendo.
Tinha lá ficado a dormir mais a minha irmã e brincávamos as duas, brincávamos com tudo o que havia. Passávamos sábados, domingos, dias de férias, tardes inteiras a brincar. Brincávamos com tudo o que podíamos brincar.
A minha avó tinha muitos lenços, echarpes e xailes e nós brincávamos com eles. Fazíamos dos lenços vestidos, tops com minissaia, usávamos os seus sapatos, que na altura ainda nos estavam grandes apesar de serem de um número pequenino, inventávamos...
Brincávamos com as malas e fingíamos que éramos crescidas. Às vezes fazíamos passagens de modelos... uma desfilava e a outra, que era a estilista, ia apresentando as suas criações, descrevendo-as uma a uma.
Fazíamos de conta.
Brincávamos aos escritórios. Uma era a gestora ou administradora de uma empresa e a outra era a secretária. Praticamente qualquer objetivo servia para fazer de telefone. Escrevinhávamos, mesmo quando ainda não sabíamos escrever.
Brincávamos aos médicos e passávamos receitas imaginárias ou escritas em folhas e bloquinhos que apanhávamos lá por casa.
A minha avó tinha um dossiê pequenino com uns cartões com que gostávamos de brincar (acho que de prestações de compras de atoalhados e afins feitas a uns comerciantes numas carrinhas). Eram antigos e já não tinham uso, por isso brincávamos com eles durante horas a fio.
Enquanto o fado tocava como música de fundo, a minha avó cozinhava ou fazia malha, costurava ou fazia tricô, mas sempre cantarolava e nós, felizes, brincávamos.
Lembro-me de brincar com os muitos botões da minha avó. Passávamos tarde entretidas a colocar fita-cola ao contrário em cartões para que os botões ficassem presos e organizados por cores e/ou tamanhos, parecido com o que víamos na retrosaria. Depois brincávamos às lojas, usando pedaços de papel de revista como notas e moedas. Nem sei como conseguíamos comprar e vender tantas vezes 😀, mas brincávamos e éramos miúdas felizes. Éramos companheiras.

A música que continuava a tocar no rádio, aqueles fados que não conhecia, a chuva continuando a cair, o frio lá fora... trouxe as saudades em tantas memórias de um tempo em que tudo parecia fácil, em que a vida, apesar de dura e complicada para os adultos, para mim era tão simples como brincar ao faz-de-conta.
Tenho saudades de ser criança. 💗


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

11 CONSELHOS DE VIDA... PELO COACH MÁRIO CAETANO

Antes do final do ano, recebi uma newsletter que muito captou a minha atenção e que sinto que merece um espacinho aqui no blogue. O mail foi-me enviado pelo coach Mário Caetano, cujas palavras e ensinamentos sigo há já algum tempo no facebook, tendo já assistido a uma masterclass que adorei.
Deixo-vos com as suas palavras sábias sobre a vida e sobre como ser feliz.

- Segue o teu coração, mesmo que ele te leve para caminhos que nunca pensaste percorrer.

- Trata o medo com coragem. Ela está dentro de ti.

- Larga ambientes negativos e pessoas tóxicas. Tornas-te mais leve e mais feliz.

- Deixa os outros seguirem o seu caminho. Não estás cá para salvar ninguém.

- Para crescer precisas de ajuda. Reúne a equipa certa. Pede-lhes ajuda.

- Não esperes que os outros acreditem em ti. És tu que tens de o fazer. Por ti.

- Deixa cair as coisas que sentes obrigação em fazer, e abraça aquelas que te entusiasmam.

- Ilumina com a tua luz cada espaço onde entres. Acender o interruptor é da tua responsabilidade.

- A natureza cura. Usufrui dela um pouco todos os dias.

- Para viveres o teu Propósito de vida e seres feliz, precisas ser autêntico. Permite-te sê-lo.

- O momento para se viver é agora. Não existe outro.

Assistam AQUI ao Workshop Online Gratuito «Ganha Clareza na tua Mudança», de Mário Caetanto.

Foto de Mário Caetano.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

LEITURAS DE 2016

2016 foi um ano de poucas leituras e de pouco movimento aqui no blogue.
Sem desafios, com participações mal sucedidas em 2 maratonas literárias e com o envolvimento em novos projetos, os livros ficaram mais para trás, o que não vai acontecer em 2017. Vos garanto.
No entanto, sejam poucos ou muitos, é já tradição deixar aqui os títulos das minhas leituras:


31 - «A Minha Infância Roubada» - Diaryatou Bah
30 - «O Escultor de Almas» - Mário de Moura
29 - «Encontros Improváveis» - Fernando Pessanha
28 - «A Porta das Três Fechaduras» - Sonia Fernandez-Vidal
27 - «No Coração do Mar: A Tragédia do Baleeiro Essex» - Nathaniel Philbrick
26 - «Decubra a Cabra Secreta que Há em Si» - Elizabeth Hilts
25 - «A Casa Conselheira» - Ângela Ribeiro Constantino
24 - «Um Casamento de Sonho» - Domingo Amaral
23 - «Caminho Traído» - Susana Esteves Nunes
22 - «Hotel Anaidaug» - Fernando Pessanha
21 - «Diário de um Repolho» - Vanessa Cardoso
20 - «Paixão Alucinante» - Marta Velha
19 - «O Aroma da Criptomeria» - Ofelia Cabaço
18 - «Desassossego da Liberdade» - Coletânea de Conto
17 - «Começar de Novo» - Margarida Fonseca Santos
16 - «Precious: a Força de uma Mulher» - Sapphire
15 - «As Gotas de um Beijo» - Carina Rosa
14 - «A Devota e a Devassa» - Fernando Pessanha
13 - «Ao Som dos Tambores» - Susana Silva
12 - «De Negro Vestida» - João Paulo Videira
11 - «Percursos de Insanidade» - Lúcia José Gomes
10 - «Akabatota» - Inês Guerreiro Relvas
09 - «O Espelho do Monge» - Rosana Dias Vitachi
08 - «Apetece(s)-me» - Laura Almeida Azevedo
07 - «O Baloiço Vazio» - Carla Lima
06 - «Na fronteira de Timor» - Helder Tadeu de Almeida
05 - «És meu» - Rita Ferro
04 - «Ninguém morre de véspera» - Margarida Carpinteiro
03 - «Mestre Carbono, o cientista» - Filipe L.S. Monteiro
02 - «Não há lugar para divorciadas» - Francisco Moita Flores
01 - «Rendição» - Linete Landim 


Podem consultar AQUI as leituras de outros anos, bem como alguns dos desafios literários em que participei nos últimos anos.

sábado, 31 de dezembro de 2016

PARA 2017...

Este ano encontrei na internet uma imagem que traduz o que desejo para o meu ano novo.
Por isso, e porque o que quero de melhor para mim também quero para os outros, deixo-vos com as palavras que gostaria que surgissem diariamente nas nossas vidas.

FELIZ 2017


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

DIZEM QUE SOU POSITIVA

Durante muito tempo (anos, mesmo) não entendia nem concordava quando me diziam que eu era uma pessoa positiva. Diziam que sim, mas eu achava sempre que o faziam para me alegrar ou para me transmitir «coragem» para deixar de lado os pensamentos mais negros sobre a vida. Outras vezes pensava que só me consideravam positiva as pessoas mais pessimistas. Cheguei mesmo a considerar que enganava toda a gente à minha volta, transmitindo aquilo que não sentia e camuflando as imagens negativas que enchiam a minha mente.
Hoje sei que nada disto é verdade. Hoje consigo ver positivismo em mim e perceber como esta minha característica tem ajudado o meu mundo a caminhar em direção ao sol.
Na verdade, quando acontece alguma coisa menos boa, quando me deparo com dificuldades e obstáculos, quando o «barco» começa a «ir ao fundo» ou as luzes se apagam à minha volta, a minha primeira reação, instintiva e imediata, é chorar. Dói no peito, sinto uma facada e choro... Parece que o mundo vai acabar (ou inundar-se?) naqueles minutos. Quanto maior é a «desgraça» mais ruidoso é o choro. Choro porque alivia e, ao que parece, o choro traz para fora a negatividade da situação. Posso chorar durante uns minutos ou durante horas... algumas vezes de seguida... noutras por «episódios» que regressam sempre que me lembro do que aconteceu ou prevejo o que vem aí. Mas depois passa. Passa sempre.
E depois do verdadeiro mar de emoções vem a disposição para seguir em frente, o arregaçar das mangas, o acreditar que tudo se vai resolver. Vem a reflexão sobre o que fazer para melhorar, a busca das ferramentas necessárias, a redefinição de objetivos e a escolha de novos caminhos. Porque há sempre uma solução e uma forma de dar a volta. (Até porque dizem que só para a morte é que não há mesmo solução. «Dizem» lol)
Ainda que não surjam imediatamente, muitas vezes por culpa do dito choro, as imagens das soluções vêm à minha cabeça e consigo seguir em frente com o olhar no horizonte. Muitas vezes ainda dorida, já vejo as cores lá em frente e sei que, fácil ou dificilmente, a elas chegarei para me pintar.
Não sou uma positiva otimista, daquelas que acha que tudo vai correr bem e que nada precisamos de fazer para isso acontecer. Não acredito na sorte nem tenho fé que algo ou alguém transforme o mau em excelente. Não consigo dizer «ainda bem» quando algo de mau acontece, acreditando que logo depois vem a bonança e resolve. Não fico parada a assistir às derrocadas da vida só por confiar que os pedregulhos um dia se irão transformar em castelos de sonho. Considero-me uma positiva realista, que tem a «simples» reação de seguir em frente sem paralisar e sem achar que «só me acontece a mim», não imortalizando as dores nem esperando que alguém venha resolver (ou ajudar a resolver) os meus problemas.
Acho que é o meu positivismo que faz com que veja sempre o melhor de cada pessoa e que, quando as de
silusões e os episódios negros acabam por acontecer, volte a acreditar na sua beleza. Porque o ser humano, tal como a vida, merece sempre uma segunda oportunidade e tem sempre um lado colorido e doce a valorizar.
Hoje acredito que sou positiva e sei, com toda a certeza, que esta minha forma de olhar a vida tem sido a corda que me tira do fundo do poço, a boia que me traz de volta à margem, o ar quente que me permite voar no balão dos sonhos e das ambições. Tem sido a luz que me tira do zero sempre que dele me aproximo ou nele tombo ou caio.
Se tornar consciente esta minha característica, até consigo verbalizar o que há de positivo em cada situação e, ao fazê-lo, acredito mais e faço acreditar também.
Dizem que sou positiva e eu acho que têm razão.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

«ARMANDINHO» E PASSATEMPO


O Armandinho é um miúdos de cabelo azul muito inteligente e interventivo, que fala pelos cotovelos e tem opinião sobre tudo. Da cultura à economia, passando pela educação e pela saúde, diversos são os assuntos que estão na base das suas conversas com os amigos, com o pai, com a mãe e, até mesmo, com o seu sapo de estimação.
As «tiras» de banda desenhada do «Armandinho» são críticas sociais atuais e oportunas feitas pela boca de uma criança desperta para o mundo. São «recadinhos» e desabafos que todos entendemos e que nos fazem sorrir (e mesmo rir) por ridicularizem ou ironizarem situações/acontecimentos do quotidiano de todos nós.


No ano passado tive oportunidade de conhecer pessoalmente o seu autor, Alexandre Beck, no lançamento dos seus livros em Portugal, sobre o qual escrevi AQUI no blogue. Para além de ser um ótimo ilustrador, Alexandre Beck mostrou ser muito «boa onda»... comunicativo, gentil e muito alegre, aproxima-se do público com uma energia contagiante e muito positiva.

Os seus livros, já à venda no Brasil desde 2010, chegaram a Portugal pela editora «O Castor de Papel», uma parceira que tanto estimo e que, gentilmente, me disponibilizou os 3 primeiros volumes da coleção para oferecer aqui no blogue.





PASSATEMPO

VAMOS GANHAR OS 3 LIVROS DESTA COLEÇÃO?

Para ganhar este conjunto de livros, basta cumprir os seguintes passos:
- Ser seguidor do blogue no Bloglovin ou no Google+ (link na coluna da direita);
- Ser seguidor da página de facebook do blogue «Faces de Marisa»;
- Ser seguidor da página de facebook da editora «Castor de Papel»;
- Ser seguidor da página de facebook do «Armandinho»;
- Partilhar publicamente o passatempo numa rede social, com a frase «Conheçam o Armandinho» e identificando 3 amigos;
- Preencher o formulário do passatempo.

O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 3 de janeiro.
São válidas 3 participações por seguidor/perfil, desde que sejam feitas 3 partilhas, identificando amigos diferentes e com 24 horas de intervalo entre elas (no mínimo).

 


VENCEDOR:

E o random lançou os resultados e escolheu o número.... 3.


Parabéns, Sandra Morgado Martins, de Lisboa :)


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

É O MEU ADOLESCENTE... JÁ NÃO É O MEU BEBÉ...

Na quarta-feira, o meu primogénito trouxe para casa daquelas fotografias que (quase tradicionalmente) tiram na escola e que para nós constituem uma recordação dos tempos de escola e das amizades.
Para além da fotografia de grupo, trouxe também as suas, tiradas individualmente na mesma sessão fotográfica.
Como qualquer mãe, fiquei babadíssima a olhar para elas e senti mesmo que tenho o filho mais lindo do Mundo. Por minutos, fiquei fixa no seu olhar, no seu sorriso, nas covinhas das suas bochechas, no cabelo (que no dia anterior tinha ido cortar)... Encantei-me com o brilho que dele emana e que mostra que é um adolescente feliz.
Mas depois procurei nele o rosto de criança de outras fotos, de outros anos, e não o achei... Procurei aquela criancice e doçura de menino da mamã e descobri-as transformadas numa meiga rebeldia e num olhar divertido e confiante...
Tentei rever o meu bebé e percebi que hoje é já um jovem de personalidade vincada, que gosta de rir e de falar alto, que leva a vida descontraidamente, que se olha e se ama cada vez mais e que, apesar dos tumultuosos e inconstantes desafios da adolescência, mantém vinculados os valores que lhe transmitimos e o caráter de pessoa boa e que ama o próximo.
Fiquei feliz, mas com um nó de emoção na garganta. O meu pequenote já não o é e, daqui para a frente, será cada vez menos. O meu menino está a crescer e a sair de debaixo das minhas asas, voando por e para um mundo que não consigo controlar nem comandar. O meu miúdo reguila está construindo o seu próprio caminho, traçando objetivos, definindo prioridades, olhando em frente.
Já não decido o que veste, nem a música que ouve ou o tipo de filmes prediletos. Já não sou eu a pessoa que prefere ter consigo numa sala de espetáculos ou numa partida de ping-pong. Já não entendo alguns «calões» nem me identifico com as mesmas brincadeiras inocentes mas travessas.
Mas continuo (e continuarei sempre) do seu lado, acompanhando o voo, aconselhando de acordo com a minha experiência de vida e o meu pensar, sendo para ele exemplo de integridade, assumindo as minhas falhas e faltas de ser humano, alertando, despertando... E vou recebê-lo no meu colo como sempre fiz, embalando-o quando o dia for difícil ou a noite estiver a ser inquieta, fazendo-lhe «cafuné» no sofá ou dizendo-lhe «amo-te» e que tenho orgulho na pessoa que é.
E confio nele... porque sei que o seu «eu» estará sempre lá e manter-se-á bonito.
Estarei sempre aqui, atenta e presente se o voo não correr da melhor forma e as pedras teimarem em meter-se no seu caminho-
Orgulho-me do seu crescer... mas já não é o meu bebé...

O que significa ser mãe
Imagem retirada DAQUI.

sábado, 3 de dezembro de 2016

«AUSTRÁLIA», UM FILME QUE NOS TOCA

Há muito, muito tempo que um filme não conseguia prender-me assim ao ecrã. E confesso que, no início não achei que este fosse conseguir, mas o meu homem já sabia que eu iria gostar de o ver e lá me deixei por ele convencer.

A verdade é que ADOREI o «Austrália», um fantástico filme que surpreende e emociona durante quase três horas e que conta com as maravilhosas interpretações de Nicole Kidman, Hugh Jackman e Brandon Walters (na altura um pequeno ator australiano de 12 anos).

Este filme, que estreou já há 8 anos e foi realizado por Baz Luhrmann, conta a épica história de Lady Sarah Ashley, uma mulher de armas que parte de Inglaterra para a Austrália para impedir o seu marido de vender uma grande propriedade de criação de gado.
Assim que chega, Sarah conhece Drover, um vaqueiro encarregado de a levar até ao «racho», com quem antipatiza de imediato, mas que acaba por se tornar um aliado na luta por vender a enorme manada de gado ao exército australiano, salvando assim a propriedade da falência.
Conhece também Nullah, um rapazinho mulato, filho de uma aborígena e de homem branco, que presencia o assassinato do seu marido. Sarah estabelece com ele uma relação maternal e de cumplicidade, que marcará a vida de ambos.

«Austrália» é mesmo um daqueles filme da nossa vida, que nos marcam e nos põem a pensar.
É uma história de fé, de sonhos e de amor, que nos inspira a valorizar o que de melhor e mais sincero temos na vida, levando-nos a olhar o futuro com esperança e pureza.
Vale mesmo a pena vê-lo.👫