terça-feira, 20 de setembro de 2016

"A CASA CONSELHEIRA", DE ÂNGELA RIBEIRO CONSTANTINO

Foi através da minha filhota que conheci o livro "A Casa Conselheira", uma obra enquadrada na literatura infanto-juvenil, editada em 2015 pela Chiado Editora.
É que a sua autora, Ângela Ribeiro Constantino, é mãe de uma colega de turma da Matilde e, numa proposta de trabalho da disciplina de Português, a Rafaela resolveu orgulhosamente apresentar o livro escrito pela mãe.
E fez muito bem, pois os colegas ficaram com muita vontade de conhecer melhor a história. A Matilde não foi exceção, por isso não resisti e entrei em contacto com a escritora e a editora, que me ofereceram o livro para ler e dar a minha opinião aqui no blogue.

"A Casa Conselheira" é uma casa invulgar: fala como um humano!
Para além disso, tem como melhores amigos uma raposa, uma coelha e uma gata que, por causa desta amizade, herdaram o mesmo dom.
A vida destes quatro amigos decorre com boa disposição até ao dia em que, no terreno em que habitam, se ouve uma ruído de máquinas a trabalhar.
Aí, conhecem o dono do terreno e a sua filha e tudo muda na vidas das quatro personagens, revelando-se um segredo há muito escondido.

A minha filhota tem razão: este livro de Ângela Ribeiro Constantino é mesmo muito "giro". (lol)
A história é simples, mas cativante e envolta em fantasia.
As personagens principais, nas quais incluo a menina Pérola e o seu pai João, são simpáticas e divertidas, com personalidades joviais e facilmente criam empatia no leitor.
O cenário, apesar de não ser muito descrito pela autora, surge no imaginário do leitor que, assim, ganha o direito a também ser "construtor" de uma parte da história.
A escrita da autora é muito adequada ao público-alvo deste género literário, sendo, na minha opinião, indicado para crianças dos 6 aos 10/11 anos.

(Como é com crianças destas idades que trabalho enquanto Professora do 1.º Ciclo, lembrei-me de criar algumas sugestões de atividades para explorar este livro em sala de aula. - VER AQUI)

Os meus sinceros parabéns à Ângela Ribeiro Constantino pelo seu bom contributo para a literatura portuguesa infanto-juvenil e desejar-lhe as maiores felicidades no mundo da escrita e do imaginário.

domingo, 11 de setembro de 2016

"ROMEU E JULIETA", UMA PEÇA BYFURCAÇÃO

Foi com muito gosto e entusiasmo que no passado dia 18 de agosto estive na estreia de "Romeu e Julieta", a peça ex libris de William Shakespeare, que a Byfurcação - Associação Cultural levou a palco com encenação de Paulo Cintrão.
A grande estreia decorreu num ambiente ao mesmo tempo simpático, descontraído e sofisticado, reunindo na plateia amigos, familiares e convidados especiais da companhia.
Tendo sido convidada por esta companhia teatral, estive orgulhosamente presente na estreia, muito bem acompanhada pelo Luís, o meu namorado.
Antes dos atores subirem a palco, houve uma pequena receção ao público, na qual também marcaram presença alguns atores conhecidos do público em geral. Foi um momento de convívio e de celebração entre todos aqueles que há muito seguem e admiram as peças Byfurcação, já antevendo o sucesso que presenciámos na hora seguinte.




De facto, a peça é mesmo muito boa. Mesmo!
A encenação está fantástica! Paulo Cintrão deu uma beleza contemporânea à grande obra clássica sem necessitar de alterar o texto quinhentista, escrito de uma forma erudita e própria da época.
Com poucos adereços, usando um guarda-roupa em tons crus muito bem escolhido e impecavelmente adequado a cada personagem, a peça decorre numa cenário de encanto e mistério, conseguindo explorar de forma única os elementos arquitetónicos e naturais do anfiteatro do Parque da Liberdade, em Sintra.
O desempenho dos atores também foi extraordinário. Todos eles assumiram as suas personagens de forma empolgante e apaixonada, dando realismo às ações e prendendo o público do início ao fim da peça.
Gostei bastante da peça, que considero um excelente contributo para o enriquecimento da cultura literária  de quem por ela se deixa cativar.

Muitos parabéns a toda a equipa Byfurcação pelo excelente trabalho que desenvolvem (também) nesta peça.





quinta-feira, 8 de setembro de 2016

APÓS 11 MESES...

Há quase 11 meses que não fazia aquele caminho rotineiro e, outrora, chato. Que, logo pela manhã, conduzia durante 15 minutos aquela distância de (quase) 15 kms. Poderia acrescentar à frase a palavra "tranquilamente", mas este é um advérbio que só agora se aplica pois durante muito tempo o ansiosamente ou o inquietamente foram os que melhor se adequaram à viagem diária matinal e, intensamente aumentados, ao regressar após um dia de trabalho.
E foi um caminho tranquilo, com música descontraída e uma tolerância cívica e segura para quem compartilhou as mesmas estradas e cruzamentos.
Há quase 11 meses que não estacionava naquele largo onde tantas vezes fui recebida com abraços grandes de braços pequeninos e tantas outras me despedi de colegas após longos minutos de conversas mais e menos banais, sobre, contra ou para além do ensino.
E foi um estacionamento tranquilo, de recordações vivas, de velhotas à janela e muitos "bons dias" à saída do carro, um deles alto e a bom som para o senhor Alberto ouvir detrás do balcão do café onde não entro há quase 11 meses.
Há quase este tempo que não tocava àquela campainha, aguardando no portão onde muitas vezes cumprimentei os "meus" e outros pais da escola, onde afaguei crianças e abracei adultos por quem tenho carinho ou que me pareciam precisar de um para aquele dia a mais na vida, onde convenci pequenos a entrar e impedi reguilas de sair descuidadamente.
E esperei calmamente... e um sorriso surgiu espreitando à porta, em troca recebendo um outro rasgado e meu. Ouvi o "estalido" do portão abrindo e entrei... regressando para o outro lar também aconchegante e quente, com cheiro a tintas, colas e papéis, com madeiras que rangem e paredes velhas de rosto novo pintado de branco.
Há quase 11 meses que não pegava num daqueles livros, onde se vai escrevendo a história de uma família, de dias bons e maus, de atividades de sucesso (ou não), de horas de consolidação e outras (poucas demais, na minha opinião) de diversão, de dias muito ou pouco compridos, de rotinas e compromissos, de crescimento.
E foi-me entregue um novo, por abrir, verdinho desta vez, sinal de um recomeço que acredito de esperança e de uma nova oportunidade de fazer a diferença no mundo de alguém ou, tão somente, de dar o meu melhor naquilo que amo fazer. E uma paz encheu-me e preencheu-me em segundos.
Estou de volta à escola após 11 meses . E estou recuperada, renovada e confiante. E valeu a pena esperar e investir pois agora a "Marija" (como dizia o "golfinho" João) está de volta em pleno.


sábado, 3 de setembro de 2016

MUITAS PROMOÇÕES!!

Bom dia!!
Estou a regressar bem devagarinho, após algum tempo sem aqui vir, e resolvi deixar-vos o flyer do catálogo 13 da Oriflame, para folhearem e se deixarem encantar com estes descontos.
Este documento anexo ao catálogo, traz sempre produtos a preços fantásticos, mas esgotam facilmente. Por isso, gosto de fazer uma encomenda bem cedo. 
Se precisarem, não hesitem. Devo encomendar no dia 8 de setembro.
(Envio gratuitamente para Portugal Continental)

Até já!

sábado, 20 de agosto de 2016

"CAMINHO TRAÍDO", DE SUSANA ESTEVES NUNES

Conheci a escrita de Susana Esteves Nunes através do livro "A Força do Destino", sobre o qual escrevi AQUI.
Por ter gostado de ler este livro, foi com grande entusiasmo que agarrei em "Caminho Traído", deixando-me prender desde o início.

Neste livro, a personagem principal e central é Amélia, uma jovem trabalhadora e lutadora, cuja vida fora sempre marcada por vivências difíceis. Abandonada em criança, esta linda mulher vê-se desde cedo a braços com várias dificuldades.
Criada num orfanato, é com a Madre Superior que cria o laço familiar mais forte e em que se apoiará sempre, mas também estabelece uma relação muito próxima com dona Jacinta, a idosa senhoria do quarto onde mora.
Depois de anos de vida solitária e dedicada à sobrevivência, é exatamente na fase em que conseguiu já encontrar alguma estabilidade que Amélia conhece Bernardo, um jovem rico da alta sociedade, que a leva a provar o sabor da paixão e a sentir o poder que um grande amor tem na sua vida.
Mas as diferenças sociais entre os dois levam a que nem toda a gente respeite este amor e a maldade de uma poderosa mulher vai alterar fortemente o caminho que o casal quer percorrer.

Foi com muito gosto que li este romance português.
Tal como já tinha acontecido com o anterior livro, gostei da forma de escrever de Susana Esteves Nunes que continuo a considerar fluída e descontraída, proporcionando momentos de leitura simples e descomplicados.
A história deste livro, apesar de não se mostrar surpreendente ou imprevisível, prendeu a minha atenção. Afinal, quem não anseia descobrir que o amor supera e vence todos os obstáculos, reinando sobre os outros sentimentos? Eu gosto!
Gostei das características das personagens principais que, parecendo duas pessoas comuns, acabam por revelar uma força de vida menos vulgar.
Apesar de ter sido uma leitura aprazível, achei a estrutura temporal da história por vezes um pouco desadequada. Enquanto que alguns episódios do enredo foram contados de forma muito detalhada, como é o caso do fim de semana em Paris, outros momentos foram muito resumidos, parecendo não lhes ser dada a devida importância, deixando dúvidas e questões no ar, como aconteceu aquando do internamento e recuperação de Amélia.

Por fim, quero agradecer à Chiado Editora e à Susana Esteves Nunes pela oferta desta obra e pela confiança depositada na minha opinião.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

SESSÃO FOTOGRÁFICA À MESA

Foi na praia da Fonte da Telha, sentadas à mesa do Terminus Beach Club, após uma deliciosa refeição, que a minha filhota acedeu a fotografar-me. Queria ficar com uma recordação daquele dia e, sabendo como a Matilde gosta de fotografar, pedi-lhe que o fizesse.
E confirmei mais uma vez: a minha miúda tem mesmo jeito para isto!
Com a câmara de um telemóvel na evoluído (o meu!), conseguiu resultados muito bons e quase parecia uma sessão fotográfica à séria, apesar da "modelo" não ser "profissional".
Resultado: tirámos mais do que uma fotografia e gostei tanto do resultado que não resisti a partilhar as fotos, após a minha fotógrafa particular as ter editado (igualmente no telemóvel).









DICAS ORIFLAME #03 - USAR A MÁSCARA DE PESTANAS EM 3 PASSOS

Já aqui referi algumas vezes que tenho aprendido muito sobre maquilhagem e cuidados do corpo desde que sou assessora da oriflame.
Aprendi com a experiência, com a partilha e com formação, mas gosto sempre de assumir que também aprendo com os artigos e vídeos disponibilizados pela empresa no site e no canal youtube.
Um dos vídeos que gosto de ver e com o qual aprendi é este:

 

Gostaram das dicas?
Simples e práticas, não vos parece?

E agora, que tal um passatempo com 2 prémios adequados e que vos ajudarão a colocar em práticas as dicas deste vídeo?

PRÉMIO 1: Uma máscara de pestanas
PRÉMIO 2: Um revirador de pestanas



REGRAS:
- Ser seguidor do blogue através do google+ e do facebook;
- Partilhar publicamente o passatempo, identificando 2 amigos e escrevendo a frase "Truques para usar máscara de pestanas";
- Preencher o formulário abaixo, podendo ganhar também entradas extra.

O passatempo decorrerá até às 23h do dia 31 de agosto e cada seguidor pode participar até 3 vezes, em dias diferentes.

a Rafflecopter giveaway

Se ficou com interesse em aprender mais sobre estes assuntos e em comprar produtos Oriflame com 23% a 30% de desconto, recebendo gratuita e comodamente o catálogo em casa, não hesite e preencha sem compromisso AQUI.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

"HOTEL ANAIDAUG", DE FERNANDO PESSANHA

Peguei na pequena obra "Hotel Anaidaug" (editada em dezembro de 2013) mal recebi por correio os dois primeiros livros escritos por Fernando Pessanha. Como não o fazer depois da experiência com "A devota e a devassa"?
Mais uma vez, foi um curto mas poderoso momento de leitura, sobre o qual tenho mesmo de escrever.

f"Hotel Anaidaug" é um conto em forma de livro que nos leva numa viagem improvável, enriquecedora e discretamente arrepiante.

Em 22 páginas de literatura de qualidade, Fernando Pessanha apresenta-nos um marinheiro valente, o final atribulado e inesperado de uma viagem a bordo de um veleiro e a história e arquitetura de um conhecido e carismático hotel algarvio.

Na verdade, conta a história de uma só noite, ricamente ilustrada por cinco imagens da autoria de Artur Filipe.

E não posso contar mais... se o fizesse, estragaria a magia deste diamante literário!

Como dar a minha opinião sem a fazer parecer uma lista de elogios? Não sei se consigo...

Tenho sempre de dizer que a escrita de Fernando Pessanha é de grande qualidade sintática, semântica e estética, parecendo uma harmoniosa e moderna herança dos grandes clássicos da literatura portuguesa.
Tenho de dizer que o enredo é envolvente e poderoso, tendo a dose certa de narração, descrição e diálogo, conseguindo romancear e arrepiar ao mesmo tempo e deixando-nos com vontade de ler (pelo menos) mais 200 páginas.
Tenho também de dizer que mais uma vez se prova que há muito talento em Portugal e que, se lhe dermos a visibilidade merecida, temos grandes nomes para ficar na nossa História.

domingo, 14 de agosto de 2016

SERÁ CARA A SIMPATIA?

Não gosto de pessoas antipáticas, que não oferecem sorrisos nem dizem "bom dia" a quem passa. Não gosto quando me dirijo a elas e recebo monossílabos ou, em contrapartida, respostas mal humoradas ou fastidiosas. Muito menos gosto quando isto acontece num estabelecimento comercial ou serviços, onde, quanto a mim, os funcionários deveriam ser escolhidos também pelo perfil psicológico e personalidade e não só (quanto muito) pelas habilitações ou experiência.
Não gosto de sorrisos amarelos, frases de queixume gratuitas, olhares de superioridade. Não gosto de falta de humildade, nem de solidariedade. As gargalhadas secas e curtas e os olhares inquiridores (ou, em contraste, vazios e alheios) deixam-me tentada a fechar o espírito a esse alguém e a devolver com a mesma moeda, o que é doloroso e (ou porque) contra-natural.
Gosto de sorrisos abertos, de olhares brilhantes, de abraços apertados e frases bem-dispostas e luminosas, muitas e muitas vezes capazes de mudar, para melhor, o dia de alguém. Gosto quando vejo aparecer estes sinais, aos poucos, nos rosto dos envergonhados ou introvertidos, que acabam abrindo a concha e revelando a pérola que há em si.

Será caro fazer tudo isto?
Ficará dispendiosa a simpatia para quem teima em recusá-la aos outros?
Não sei. A minha é gratuita e gratificante. A minha sai naturalmente e em todo o contrário do que não gosto: sorrio com a boca toda, troco olhares de carinho, conforto ou empatia, digo "bom dia" acreditando que posso, com isso, espalhar um pouco de luz por onde passo.
Sei que sou mesmo assim e que há quem não o seja naturalmente. Mas será caro tentar? Será dolorosa, ao menos, a cordialidade?

Não gosto de pessoas antipáticas. Tornam os dias mais cinzentos e o inverno só começa em dezembro!

Obrigada A. pela inspiração!



sexta-feira, 12 de agosto de 2016

TOP 5 DA HIDRATAÇÃO NO VERÃO - DICAS DA DRINK6

No verão, com a subida das temperaturas, o nosso organismo perde muitos líquidos, correndo diariamente o risco de ficar desidratado. Se não equilibrarmos aumentando a hidratação, várias serão as consequências negativas, quer para a saúde de todo o corpo, quer para a aparência da nossa pele.

Para que isso não aconteça, temos de tomar cuidados especiais nesta época do ano. Por isso, a DRINK6 oferece-nos 5 dicas essenciais para manter a hidratação no verão.


1. Não só água. A água é o elemento fundamental que nos hidrata, mas com o suor perdemos outros nutrientes e vitaminas que devemos repor. (Os sumos de frutas e legumes da DRINK6, hidratam, refrescam e alimentam.)
2. Pele hidratada, pele protegida. A exposição solar resseca a nossa pele. Além de usar sempre protetor solar, devemos revitalizá-la com o consumo de certos vegetais e frutos, como o pêssego, a abóbora, a laranja, o damasco ou a melancia (todos presentes nos sumos da DRINK6).
3. Muito cuidado com os olhos! No verão há mais intensidade de luz e os seus olhos sofrem mais. Para evitar problemas de saúde é desejável consumir frutas e vegetais ricos em zeoxantinas como espinafre, alface, repolho…
4. Faça desporto: Nos momentos do dia em que as temperaturas são mais baixas, devemos continuar a realizar atividades físicas, com as quais ajudamos o nosso organismo a absorver melhor os nutrientes.
5. Às 5 ou a qualquer momento... Para além dos sumos e da água, o chá é sempre uma boa opção. O chá Matcha da DRINK6, por exemplo, proporciona uma hidratação extra, ao mesmo tempo que fortalece as defesas, fornece nutrientes, vitaminas e antioxidantes, reduz o colesterol, os triglicéridos e o açúcar, e ajuda a queimar calorias.

Para mais informação e dicas entre no site: www.drink6detox.pt

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O NASCER DO SOL COMO PRESENTE

Em julho, o meu Simão fez 13 anos.
Parece que foi ontem que o meu primeiro bebé nasceu e a sua infância já lá vai. E que bom é ir, aos poucos, reconhecendo nele algumas marcas do homem em que se vai tornar! E melhor ainda é perceber como algumas das suas boas características permanecem imutáveis.
Nem a irreverência da adolescência lhe apaga o lado doce e emocional.
Nem o materialismo de uma geração que quer "tudo" e quer "já" lhe apaga o lado sensível e puro.
Nem o "estou bem aonde não estou" lhe apaga o brilho dos olhos de apreço pelos mistérios da natureza.

E foi com todo o seu lado bom, meigo e autêntico que pediu de presente à irmã que fizesse com ela a sua primeira "direta" no dia do aniversário. Queria com ela partilhar o "nascer do sol" no seu dia.
E algo me acordou pelas 5 da manhã... e não foi barulho. Estavam os dois na sala em silêncio... acordados, cada um no seu mundo, mas juntos...

"-Vamos ver o nascer do sol, mãe?"

Claro que fomos!
Saímos de casa e procurámos o melhor local.
Arranjámos posições confortáveis e conversámos sobre trivialidades e memórias que nos fizeram rir.
Esperámos... e aproveitámos o momento.
Valeu ouro!







terça-feira, 9 de agosto de 2016

"DIÁRIO DE UM REPOLHO", DE VANESSA CARDOSO

Aguardava uma consulta numa sala de espera quando peguei no livro "O Diário de um Repolho", escrito por Vanessa Cardoso, que me foi oferecido pela Chiado Editora.
Escolhi-o por companhia naquele fastidioso acontecimento por ser pequeno e leve, por ter um design apelativo e por ter um narrador muito especial: um bebé!

O "repolho", João de nome verdadeiro, é ao mesmo tempo contador e personagem principal desta história, alegremente contada na primeira pessoa, em forma de diário pessoal.
A autora desta pequena obra, conta, assim, o primeiro ano de vida do seu bebé, falando de tudo o que o envolve, como as evoluções físicas e intelectuais, as reações à e da família, as primeiras maleitas e descobertas, os sentimentos, as vivências, o quotidiano... Tudo contado na perspetiva do pequeno ser.

Gostei bastante de ler este pequeno livro, que me proporcionou uma hora divertida e de boas memórias.
Foi muito agradável recordar desta forma o primeiro ano dos meus filhos e delicioso imaginar cada um deles a contá-lo aos outros.

Acho a ideia fabulosa e cativante, apesar de não ser um caso único na literatura nacional e internacional.

O design do livro é muito apelativo e a escrita simples e bastante acessível, podendo reunir à sua volta pais e filhos e, até, estar na base de boas conversas entre gerações, suscitando partilhas de memórias entre todos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

OS 3 ERROS DA MUDANÇA

Quem me conhece sabe como sou completamente pro-mudança e como a mesma não me assusta, mas, pelo contrário, me desafia.
Ao contrário do que acontece com muita gente, a mudança não me retira a paz, mas antes alimenta a linha vida, como carburante que não me deixa estagnar nem parar de acreditar no mundo e na vida.
Mas não falo de mudanças físicas nem práticas, como de residência, de trabalho ou de estilo de roupa. Essas, confesso, assustam-me um pouco e cansam-me demais para as decidir deliberadamente.
Falo de mudanças interiores, de desenvolvimento pessoal, de empenho em novos desafios sociais e da busca por momentos de felicidade e de concretização de sonhos.
Por isso, não me canso de ler e de ouvir testemunhos sobre a mudança, pelo que não resisti a assistir à masterclass gratuita "Ganha Clareza na Tua Mudança", oferta do coacher Mário Caetano.
Nesta mini formação online, o conhecido coacher fala-nos sobre os 3 principais erros que cometemos quando queremos mudar e da forma como os mesmos impedem/prejudicam a mudança.
Dos apontamentos que tirei durante a masterclass, fiz um resumo e venho partilhá-lo com quem, como eu, se interessa pelo tema.

OS 3 ERROS NA MUDANÇA 
(NA FASE 1: A INSATISFAÇÃO)

ERRO 1
Muitas vezes não nos dedicamos afincadamente no que queremos, mas passamos muito tempo queixando-nos do que nos falta e culpando essas faltas da nossa passividade. 
Muitas vezes dizemos que não perseguimos os nossos sonhos por falta de tempo, de dinheiro, de amor, de saúde e, até, de um sentido para a vida, culpabilizando tudo e todos à nossa volta por isso mesmo.
para ultrapassar este erro e encarar de frente a mudança, temos de parar de pensar no que nos falta e tomar a decisão interna de acabar com o que nos impede dizendo "NÃO QUERO ISTO" ou "QUERO ISTO", de acordo com a nossa verdadeira vontade.

ERRO 2
Outro dos erros que nos impedem de mudar é assumirmos o papel de vítima, ou seja, acharmos que estamos dependentes dos outros e das situações. Fazendo este papel, desresponsabilizamo-nos e colocamo-nos numa posição de "coitadinhos" e sofredores, encarando tudo como contrariedades.
Passamos o tempo a Reclamar, Criticar e Recear (RCR) quando o que deveríamos fazer era aceitar a responsabilidade sobre a mudança e assumir o papel de líder do nosso próprio destino, passando assim à fase da Responsabilização, da Criação e do Resgate (um novo RCR).

ERRO 3
Outro dos erros que cometemos quando pensamos em mudar é não sabermos exatamente qual o preço a pagar com essa mudança. Isto leva-nos a tomar uma atitude pouco ativa sobre os nossos planos e sonhos.
Se não ponderarmos pormenorizada e antecipadamente as consequências dessa mudança, com todos os contras que possa despoletar, não saberemos se estamos preparados para as enfrentar.
Se aferirmos conveniente e honestamente o preço a pagar, saberemos que ferramentas usar para alcançar todos os objetivos e ultrapassar os obstáculos ou, pelo contrário, teremos a prova de que não vale a pena investir nessa mudança e que temos de encontrar outro sonho para perseguir.
Assim, não desperdiçaremos tempo e energia desnecessariamente.

domingo, 7 de agosto de 2016

"A ESTRELA MAIS BRILHANTE"

Avó,
Hoje sinto uma luz especial à minha volta.
Acordei com o seu brilho, quase lhe toquei ao levantar...
Com ela como manto, senti a alma clarividente, confiante e calma, resistente a qualquer mundo com que pudesse chocar.
Sem grandes rituais, sem momentos diferentes nem especiais,
Deitei os meus pensamentos no seu colo e deixei-me levar.
Sem querer perdê-la como companhia,
Ofereci-nos algumas notas musicais
E inesperadamente me mostraste que eras tu quem me estava a abraçar.

"Lá em cima, 
Que me vejas
Que me dirijas pela noite
Onde quer que estejas
És a estrela
Mais brilhante
E os momentos mais difíceis
Irão passar num instante"

 

DE COMBOIO PELAS PRAIAS... ATÉ À CAPARICA

Ontem fui passar o dia à praia com os miúdos. Fomos para a Fonte da Telha, uma praia de que gostamos muito. Por lá, a areia é fina e o mar é agitado. Sem ser perigoso e estando vigiado, tem ondas que servem de brincadeira e uma temperatura que só custa a aguentar até mergulhar.
Como a viagem não é tão pequena assim, fomos para passar lá todo o dia. Mas o período em que o sol é mais perigoso não é para passar na praia, por isso fomos almoçar tranquilamente e depois decidimos fazer uma pequena viagem de comboio até à Costa da Caparica, onde comemos gelados e visitámos o comércio, como se fossemos verdadeiros turistas.
Há muito que eu e os miúdos ansiávamos por fazer esta viagem e ainda bem que não a adiámos mais, pois foram momentos muito bons os passados a bordo do Transpraia, um pequeno comboio turístico que há 56 anos faz a viagem de 9 kms entre a Fonte da Telha e a Caparica, sempre encostado às praias.
(Conheçam aqui a História do Transpraia!)
Num percurso de 21 paragens pelas diferentes praias existentes entre o início e o fim da viagem, pudemos conhecer cantos e recantos que não sabíamos existir e deixámo-nos encantar com os extensos areais de dunas, com a vegetação característica, com os desportos aquáticos praticados, com bares, cafés e restaurantes, com um mar imenso e diversificado, com ondas diferentes de praia para praia, com casas e casinhas ótimas para férias...
Foi mesmo um passeio muito agradável e relaxante!